Ilia Yefimovich/dpa - Arquivo
MADRID 2 jun. (EUROPA PRESS) -
As autoridades da Nova Zelândia proibiram nesta terça-feira a entrada de três colonos israelenses devido aos seus atos de “expansão” de assentamentos ilegais em zonas da Cisjordânia e ao uso da “violência” para alcançar seus objetivos nesses Territórios Palestinos Ocupados.
O ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Winston Peters, indicou em um comunicado que o país se junta assim à Austrália e aos Estados da União Europeia, que também impuseram esse tipo de medida contra colonos extremistas. “As ações desses indivíduos ameaçam a paz e a segurança dos israelenses e dos palestinos e levam a região a uma crise ainda maior”, esclareceu.
Esses três indivíduos, que agora não poderão viajar para a Nova Zelândia, foram identificados como Itamar Yehuda Levi, Harel David Libi e Eliav Libi. “Nossas proibições de viagem não têm a ver com o povo israelense nem com o governo israelense. Têm a ver com o uso da violência e da deslocamento para desestabilizar a situação na Cisjordânia, e temos certeza de que essas ações são inaceitáveis”, afirmou.
“A Nova Zelândia tem sinalizado consistentemente que os assentamentos israelenses em territórios palestinos ocupados violam o Direito Internacional”, esclareceu Peters, que lamentou que “a violência que acompanha essas ações prejudique o objetivo da solução de dois Estados”.
Além disso, ele ressaltou que a Nova Zelândia continua a instar pela concretização dessa solução de dois Estados, uma postura que “compartilha com a grande maioria da comunidade internacional”. “Somente uma solução de dois Estados negociada garantirá paz, segurança e prosperidade para israelenses e palestinos”, afirma o texto.
Não é a primeira vez que o país impõe esse tipo de medida a indivíduos, políticos e líderes militares que defendem o uso da violência e “minam a democracia” em diversos países e territórios, como Israel, Rússia, Bielorrússia ou Mianmar.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático