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MADRID 30 jun. (EUROPA PRESS) -
A nova lei de asilo do Reino Unido prevê que os migrantes devolvam até 10.000 libras (mais de 11.000 euros) ao governo para cobrir as despesas de hospedagem e manutenção assim que começarem a receber um salário após encontrarem emprego no país.
As novas medidas, que fazem parte do projeto de Lei de Imigração e Asilo, têm como objetivo recuperar os custos decorrentes do asilo de todos os adultos que disponham de recursos econômicos suficientes para tal. Assim, os requerentes de asilo com direito a trabalhar no Reino Unido deverão pagar uma taxa fixa antes de poderem solicitar a residência permanente.
Aqueles cujos pedidos forem indeferidos e que deixarem o país deverão reembolsar os custos antes de poderem retornar ao Reino Unido, caso decidam fazê-lo. A ministra do Interior, Shabana Mahmood, afirmou que essas mudanças demonstrariam que “a ajuda aos requerentes de asilo é um direito, mas também uma responsabilidade”.
Mahmood declarou que espera que “assim que as pessoas possam contribuir e retribuir a generosidade do povo britânico, elas o farão”, segundo informações da emissora de televisão BBC, que destaca que esses planos não determinam quanto essas pessoas deverão ganhar antes de efetuar os pagamentos mensais estabelecidos.
O ministro do Interior terá a competência de ajustar esse valor, conforme explicaram as autoridades, bem como os limites de reembolso, para garantir que sejam “justos” tanto para o contribuinte quanto para os migrantes.
De acordo com dados do Instituto de Pesquisa de Políticas Públicas (IPPR, em inglês), o custo médio para manter um requerente de asilo no período de 2023 a 2024 era de aproximadamente 41.000 libras por ano (cerca de 47.000 euros).
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