Cecilia Fabiano/LaPresse via ZUM / DPA
Meloni denuncia as intenções políticas e questiona o fato de ser em uma sexta-feira: "O fim de semana prolongado e a revolução não andam de mãos dadas".
MADRID, 2 out. (EUROPA PRESS) -
O principal sindicato da Itália, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL), anunciou uma nova greve geral nesta sexta-feira em resposta à interceptação por Israel da Flotilha Global, que tentava chegar à Faixa de Gaza com ajuda humanitária.
A Itália já passou por uma greve em 22 de setembro em apoio à causa palestina, mas essa greve foi apoiada apenas pela Union Sindicale di Base (USB), portanto, espera-se que a greve desta sexta-feira seja ainda mais massiva, considerando que já na noite de quarta-feira cerca de 10.000 pessoas se reuniram em Roma em frente à embaixada israelense.
"O ataque a barcos civis que transportam cidadãos italianos é uma questão de extrema gravidade", disse a CGIL, anunciando a convocação para uma greve geral, que será estendida aos setores público e privado. O sindicato acusou o governo de "abandonar" os cidadãos italianos em águas internacionais.
A primeira-ministra Giorgia Meloni, falando de Copenhague na quinta-feira, questionou a convocação para a greve, assegurando que os "inconvenientes" que poderiam resultar das mobilizações têm menos a ver com a defesa dos direitos dos palestinos do que com questões políticas internas da Itália.
Meloni também ironizou o fato de ser em uma sexta-feira, quando se trata de "uma questão tão importante". "O fim de semana prolongado e a revolução não andam de mãos dadas", comentou a primeira-ministra à mídia ao chegar à reunião da Comunidade Política Europeia.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático