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MADRID 20 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou o cancelamento da audiência de seu julgamento por supostos subornos, marcada para esta quarta-feira, alegando compromissos políticos e de segurança; um pedido que foi aceito pelo Ministério Público e aprovado pelos juízes responsáveis pelo caso.
Isso teria sido comunicado pela equipe de Netanyahu, segundo informaram meios de comunicação israelenses como a emissora estatal Kan ou o jornal “Jerusalem Post”, em um envelope lacrado entregue aos juízes, que, assim, deram sinal verde para o terceiro dia consecutivo da semana em que essas audiências são afetadas por fatores externos.
Essa concessão ocorre após o corte de três horas da audiência desta terça-feira, após uma reunião preliminar realizada em seus gabinetes com a presença de Netanyahu, e após o cancelamento de última hora da sessão de segunda-feira por “razões diplomáticas e de segurança”.
O julgamento encontra-se atualmente na fase de defesa, com Netanyahu sendo interrogado pela Promotoria em relação ao Caso 2000, baseado em supostos subornos a meios de comunicação que envolvem o editor e proprietário do jornal israelense “Yediot Aharonot”, Arnon “Noni” Mozes.
O caso gira em torno de conversas gravadas entre Netanyahu e Mozes. Segundo a acusação, ambos discutiram um possível acordo pelo qual Mozes melhoraria a cobertura de Netanyahu no “Yediot Aharonot” em troca de medidas que limitariam o “Israel Hayom”, um jornal rival cuja distribuição gratuita representava uma grave ameaça econômica para o “Yediot Aharonot”.
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