Europa Press/Contacto/Lian Yi
MADRID 21 jan. (EUROPA PRESS) - O governo da Noruega anunciou nesta quarta-feira que rejeita o convite do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para se juntar ao Conselho de Paz para Gaza e levantou suas dúvidas sobre como esse tipo de iniciativa pode se relacionar “com estruturas estabelecidas como as Nações Unidas”.
“A proposta americana levanta uma série de questões que exigem um diálogo mais profundo com os Estados Unidos. A Noruega não se juntará aos acordos propostos para o Conselho de Paz e, portanto, não participará da cerimônia de assinatura em Davos”, confirmou à Europa Press o secretário de Estado, Kristoffer Thoner.
“Para a Noruega, é importante como essa proposta se relaciona com estruturas estabelecidas como as Nações Unidas e com nossos compromissos internacionais”, destacou Thoner, que, no entanto, reiterou que compartilham “o objetivo de Trump de alcançar a paz na Ucrânia, em Gaza e em outras situações”.
“A Noruega continuará sua estreita cooperação com os Estados Unidos e outros parceiros em busca da paz”, concluiu Thoner, em um momento em que as relações entre Washington e Oslo não estão passando por seu melhor momento, depois que Trump criticou as autoridades norueguesas por não terem apostado em conceder-lhe o Prêmio Nobel da Paz.
“Não me sinto mais obrigado a pensar apenas na paz”, respondeu Trump ao primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Store, quando este, juntamente com o presidente da Finlândia, Alexander Stubb, lhe transmitiu uma reclamação pelas ameaças tarifárias que ele lançou contra os oito países europeus que rejeitaram sua ideia de anexar a Groenlândia.
O texto menciona explicitamente essa antiga frustração de Trump — “já que seu país decidiu não me dar o Prêmio Nobel da Paz por ter detido oito guerras, ou mais” —, que, embora tenha ido parar nas mãos de María Corina Machado, a oposicionista venezuelana logo se apressou em entregá-lo para ganhar seu favor.
O Conselho de Paz para Gaza foi anunciado na sequência da proposta dos Estados Unidos para o futuro do enclave palestino após os sangrentos ataques de Israel, que já deixaram cerca de 72.000 mortos desde outubro de 2023. Esta iniciativa, de caráter supervisor e sob a liderança de Trump, será integrada por chefes de Estado de todo o mundo, alguns dos quais já aceitaram participar. O objetivo é abordar o conflito em Gaza e, posteriormente, utilizar esse mesmo formato para tratar outros conflitos em nível mundial.
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