Ambos defendem o reforço da cooperação bilateral nas áreas de segurança, comércio e energia, bem como uma estratégia conjunta contra o narcoterrorismo
MADRID, 30 maio (EUROPA PRESS) -
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou nesta sexta-feira que eliminará, a partir da próxima segunda-feira, 1º de junho, a taxa de segurança aplicada às importações provenientes da Colômbia, uma medida adotada no âmbito de um acordo firmado com o candidato de direita à Presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, para impulsionar a cooperação entre os dois países nas áreas de segurança, comércio e energia.
Noboa explicou que essa decisão surge após uma conversa com De la Espriella e a constatação de sua disposição em promover uma estratégia conjunta contra o crime organizado.
“Hoje, após uma conversa com ele (De la Espriella) e ter confirmado sua vontade de impulsionar uma luta real e conjunta contra o narcoterrorismo, decidi eliminar, a partir de 1º de junho, a taxa de segurança aplicada aos produtos colombianos”, afirmou o presidente equatoriano em uma publicação nas redes sociais.
O presidente do Equador argumentou que as medidas adotadas por seu governo nos últimos meses responderam ao objetivo de “proteger (suas) fronteiras, combater o crime transnacional e defender os equatorianos”, ao mesmo tempo em que apresentou novos compromissos bilaterais caso De la Espriella assuma a Presidência da Colômbia após as eleições deste domingo, 31 de maio.
Entre eles, citou a extradição de cidadãos equatorianos ligados a atividades criminosas que se encontrem em território colombiano, bem como o desenvolvimento de mecanismos de cooperação energética baseados em uma relação “mais equilibrada” e uma “tarifa justa” para ambas as partes. Além disso, destacou a vontade de aprofundar a abertura comercial entre os dois países.
Durante a conversa, divulgada por De la Espriella nas redes sociais, ambos os líderes concordaram com a necessidade de unir esforços contra fenômenos que definiram como transnacionais, entre os quais incluíram o tráfico de drogas, a mineração ilegal e o narcoterrorismo.
“O que buscamos é que haja uma aliança entre os países irmãos (...) e, dessa forma, possamos combater juntos o tráfico de drogas e combater juntos o crime organizado e o narcoterrorismo”, afirmou Noboa, que também defendeu uma maior integração energética regional baseada na reciprocidade.
Por sua vez, De la Espriella destacou os desafios comuns em matéria de segurança que o Equador e a Colômbia compartilham e manifestou seu apoio às políticas impulsionadas por Noboa. “É exatamente o que pretendo fazer na Colômbia. Portanto, estamos absolutamente em sintonia quanto ao que é necessário na luta contra o crime organizado”, declarou.
DIPLOMACIA, LIDERANÇA E VONTADE
O candidato colombiano solicitou ao seu interlocutor uma revisão das restrições comerciais em vigor, argumentando que elas estão afetando especialmente as regiões fronteiriças e os setores exportadores colombianos. “Essas tarifas estão acabando com muitas empresas. "Senhor Presidente, estão acabando com muitos empregos, estão acabando com a esperança das pessoas", afirmou.
Foi precisamente após ouvir esse pedido que Noboa confirmou o levantamento da medida e indicou que "a partir de 1º de junho, a taxa de segurança será, portanto, suspensa". "Haverá 0% de taxa de segurança", reiterou.
De la Espriella comemorou posteriormente o anúncio em suas redes sociais, com uma mensagem na qual garantiu que “a verdadeira diplomacia não precisa de grandes salões, clubes nem viagens, precisa de liderança e vontade”. Além disso, classificou a decisão como “uma ótima notícia para o sudoeste colombiano e para nossos dois países”.
“Agradeço ao presidente Daniel Noboa e ao povo irmão do Equador; na era do Tigre, faremos frente comum contra os narcoterroristas e firmaremos acordos comerciais e energéticos como o que somos: povos irmãos, com justiça, equidade e desenvolvimento”, acrescentou.
A aproximação entre as duas figuras ocorre em plena campanha eleitoral colombiana e coincide com o compromisso expresso por De la Espriella de reforçar a cooperação regional em matéria de segurança e estreitar as relações com o Equador caso seja eleito presidente.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático