VICEPRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 18 mar. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Equador, Daniel Noboa, revogou o decreto que designava Cynthia Gellibert como vice-presidente, depois que Verónica Abad assumiu suas funções na embaixada na Turquia na segunda-feira, recuperando assim o cargo e encerrando, por enquanto, uma das mais amargas disputas políticas do país.
Noboa agradeceu a Gellibert por seus "serviços valiosos e leais". Gellibert foi vice-presidente por apenas dois meses, enquanto um novo capítulo no conflito com Abad estava sendo resolvido, tendo sido relegada primeiro a Israel e depois à Turquia por causa de suas diferenças com o presidente equatoriano.
Gellibert permanecerá no governo como chefe da Secretaria Geral da Administração Pública e do Gabinete da Presidência, como vem fazendo desde agosto do ano passado, além de ter sido nomeada delegada da Presidência no Comitê de Comércio Exterior (COMEX).
A mudança ocorre depois que a vice-presidente Abad assumiu suas funções na Embaixada em Ancara, conforme estabelecido por Noboa em um decreto presidencial emitido em dezembro de 2024.
Abad disse na segunda-feira que ela se mudou para as instalações diplomáticas do Equador em Ancara, apesar do fato de que a "Vice-Presidência ainda está militarizada" e "em meio a processos administrativos irregulares". Ele também denunciou que não tem as ferramentas institucionais para desempenhar suas funções.
Pouco depois de tomar posse como presidente do Equador, Noboa enviou seu "número dois" a Israel em uma missão especial de paz em meio ao conflito no Oriente Médio. O agravamento da situação na região o obrigou a transferir Abad, que denunciou ter sido vítima de "assédio político", para a Turquia.
Em novembro de 2024, ele retornou ao Equador com a intenção de assumir a presidência em caráter temporário, enquanto o presidente equatoriano prepara sua campanha para as próximas eleições. No entanto, Noboa retirou seu cargo até assumir suas novas funções na capital turca.
O Ministério do Trabalho do Equador decidiu suspendê-la do emprego e do salário por cinco meses por supostamente ter abandonado suas funções por não ter se mudado de Tel Aviv para a capital turca dentro do prazo acordado. Mas em dezembro um juiz anulou a decisão.
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