Publicado 17/03/2026 10:28

Noboa desmente Petro e afirma que bombardeia "infraestrutura guerrilheira" no Equador

5 de março de 2026, Quito, Equador: O presidente do Equador, Daniel Noboa, profere um discurso durante um evento que marca o 88º aniversário da Polícia Nacional, na Academia de Polícia Enríquez Gallo, em 2 de março de 2026, em Quito, Equador.
Europa Press/Contacto/Isaac Castillo/Ecuador Presi

MADRID 17 mar. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, rejeitou nesta terça-feira as afirmações de seu homólogo colombiano, Gustavo Petro, que na véspera denunciou ataques aéreos a partir de território equatoriano. “Estão nos bombardeando a partir do Equador e não são grupos armados”, disse ele.

“Estamos bombardeando acampamentos em nosso território, infraestrutura de guerrilha, que Petro deixa circular livremente e cruzar a fronteira”, respondeu o presidente equatoriano, em declarações ao jornalista colombiano Luis Carlos Vélez, que publicou em suas redes sociais.

Em seu último conselho de ministros, Petro alertou que território colombiano próximo à fronteira havia sido bombardeado a partir do Equador. “Apareceram bombas (...) Vai ser bem investigado (...) Já são muitas explosões”, afirmou.

Petro enfatizou que existe uma gravação desses fatos, “que deve ser tornada pública”, e que teria chegado do Equador. Além disso, contou que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que intercedesse junto a Noboa. “Nós não queremos entrar em guerra”, declarou.

As relações entre a Colômbia e o Equador não estão passando por seu melhor momento. À troca de acusações e ataques verbais entre os dois governos soma-se a guerra comercial iniciada em janeiro, quando Quito anunciou a imposição de tarifas de 30%, que depois subiram para 50%, sobre as exportações colombianas, em resposta à suposta permissividade de Bogotá com o tráfico de drogas.

A Colômbia decidiu agir de forma recíproca e também aplicou uma tarifa de 50% a várias exportações equatorianas, além de suspender temporariamente a venda de energia ao país vizinho.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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