Publicado 25/09/2025 01:30

Noboa denuncia "terrorismo" em protestos contra a suspensão da ajuda ao diesel no Equador

QUITO, 17 de setembro de 2025 -- Forças armadas equatorianas mantêm a ordem em Quito, Equador, em 16 de setembro de 2025.   O presidente do Equador, Daniel Noboa, declarou estado de emergência por 60 dias em sete províncias na terça-feira, citando "sérios
Europa Press/Contacto/Ricardo Landeta

Mais de 60 pessoas foram presas nas primeiras 48 horas da greve, 13 delas acusadas de atos terroristas

MADRID, 25 set. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, garantiu nesta quarta-feira que o país latino-americano está enfrentando "atos de terrorismo disfarçados de protesto", no âmbito da greve nacional convocada pela Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), que rejeitou essas acusações.

"A Conaie não é uma organização terrorista. Nós que estamos protestando não somos criminosos ou inimigos do Equador. Somos compatriotas que deixaram nosso trabalho e nossas famílias porque a crise está atingindo a todos nós", disse um dos líderes da confederação, Nemo Guiquita, em um vídeo publicado na conta X da organização.

Guiquita também alertou Noboa que "ainda há tempo para evitar uma escalada maior". "Não se trata de mostrar quem é o mais forte, já que você tem dinheiro e todo o poder do Estado para enfrentar um povo faminto e doente", disse ele, alegando "algo muito mais importante". "Temos coração, coragem e dignidade", disse ele.

Conaie respondeu às declarações emitidas pelo presidente equatoriano nesta manhã, nas quais ele alegou que o Equador está enfrentando "atos de terrorismo disfarçados de protestos" que "não são demandas sociais, são ataques calculados para semear o medo e desestabilizar todo o país".

"As pessoas de bem estão aqui, estão nas ruas nos apoiando, rejeitam essas medidas de greve, e os inimigos do progresso querem levar o país de volta ao caos", disse o presidente em uma cerimônia de distribuição de subsídios e benefícios sociais na província de Imbabura, no norte do país, segundo o jornal 'El Universo'.

Da mesma forma, com relação à chegada de autoridades de seu governo em cidades onde a greve tem sido amplamente apoiada, Noboa disse que "eles podem tentar nos intimidar, mas nunca em suas vidas viram um grupo com força para enfrentá-los".

"Nós vamos até as pessoas, ninguém vai nos impedir de chegar às comunidades ou às pessoas que mais precisam de nós", declarou ele do coliseu Jacinto Collahuazo, onde chegou em uma caravana com proteção policial e militar e de onde saiu em um helicóptero do exército.

Apenas nos dois primeiros dias da greve, convocada em resposta à decisão do governo de eliminar os subsídios aos combustíveis, cerca de 60 pessoas foram presas pelas forças de segurança, principalmente nas províncias de Imbabura, Pichincha e Cotopaxi.

Além disso, treze delas foram formalmente acusadas de terrorismo e todas, com exceção de uma, foram mantidas sob custódia, como parte do estado de emergência declarado por Noboa na semana passada para os próximos 60 dias.

Por sua vez, o governo descartou que as manifestações pudessem levar a "qualquer tipo de explosão social", como aconteceu em anos anteriores sobre a mesma questão, como em 2022, quando os protestos sobre o aumento dos preços dos combustíveis duraram 18 dias antes de se chegar a um acordo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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