Publicado 11/02/2025 12:28

Noboa denuncia "muitas irregularidades" nas eleições presidenciais do Equador

Archivo - Arquivo - 17 de maio de 2024, Madri, Espanha: Daniel Noboa, presidente do Equador, fala durante uma entrevista. Daniel Noboa, presidente do Equador, participou de um encontro organizado pela agência EFE e pela Casa América durante sua visita à E
Europa Press/Contacto/David Canales - Arquivo

MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, denunciou nesta terça-feira as "muitas irregularidades" que foram registradas durante o processo de votação e apuração do primeiro turno das eleições presidenciais, realizado no domingo, no qual ele e a candidata da oposição Luisa González venceram o segundo turno.

De acordo com Noboa, a recontagem de votos em várias províncias do país revelou "coisas que não batem" e que contradizem os resultados preliminares da Organização dos Estados Americanos (OEA), que deram ao atual presidente "um número maior" de votos do que a contagem oficial finalmente mostrou.

O presidente equatoriano se expressou nesses termos durante uma entrevista para a Radio Centro, na qual chegou a denunciar que "em certas províncias os eleitores receberam ameaças de grupos armados para votar no candidato que os representa", em um ataque implícito a González, a quem ele vincula à delinquência.

"Estou orgulhoso e completamente grato por um povo que se manifestou, um povo que disse não ao crime, aos grupos narcoterroristas, à corrupção; e um povo que disse sim à esperança, que disse sim a uma nova era, a um governo que trabalhou duro por eles", disse o presidente equatoriano.

Nesse ponto, perguntado se, com base nesses argumentos, ele não reconheceria o resultado das eleições, Noboa evitou comentar o assunto e agradeceu aos cidadãos pelo apoio à sua candidatura, ao mesmo tempo em que reconheceu sua intenção de tentar convencer os dois milhões de equatorianos que se abstiveram.

O Equador realizou o primeiro turno das eleições presidenciais no domingo, no qual Noboa venceu por uma margem estreita de apenas 0,2% - pouco mais de 20.000 votos - contra a opositora González, que, no entanto, afirma em suas redes sociais que é a opção mais votada nas eleições.

Ambos os candidatos concorrerão à presidência do Equador em um segundo turno de votação marcado para 13 de abril. Paralelamente a esse primeiro turno presidencial, o Equador realizou eleições legislativas nas quais o partido de Noboa se tornou o partido mais votado, embora precise de alianças para formar uma maioria.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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