PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 28 out. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Equador, Daniel Noboa, defendeu a possibilidade de estabelecer bases estrangeiras em território equatoriano, inclusive no arquipélago de Galápagos, às vésperas de um referendo constitucional e de uma consulta popular a ser realizada em meados de novembro sobre essa e outras questões.
Noboa garantiu que uma possível instalação militar estrangeira, por exemplo, em Galápagos, não afetaria nem daria o arquipélago. "O principal objetivo de tal base seria controlar a pesca ilegal e proteger os ecossistemas", disse o presidente equatoriano, que apontou o dedo para os barcos de pesca chineses.
"No momento, temos muita pesca ilegal chinesa no mundo. Não é algo sancionado pelo governo chinês, são pescadores ilegais que se deslocam e vão a Galápagos para pescar ilegalmente", denunciou.
A esse respeito, ele explicou que a proposta de estabelecer instalações estrangeiras não implica que sejam de natureza militar. "Poderia haver uma base para o controle da pesca ilegal de vários países", ou "para o controle de drogas", disse ele em entrevista à Radio Centro na terça-feira.
A ideia é estabelecer essas bases na ilha de Baltra e no continente de Salinas, onde já existe infraestrutura, e Manta, onde as tropas dos EUA estavam localizadas até sua saída em 2009, depois que a Constituição de 2008 foi aprovada, proibindo esse tipo de presença no Equador.
Com relação a Baltra, Noboa argumentou que não apenas ajudará a combater a pesca ilegal e o tráfico de combustível, mas também "gerará benefícios para a população local". "Há pessoas pobres que precisam de ajuda, apoio, segurança e paz de espírito. Eu sou o presidente dessas pessoas", justificou.
Quanto a Salinas, na parte centro-sul da costa equatoriana, Noboa enfatizou que se trata de um local estratégico e geograficamente "privilegiado", que já conta com infraestruturas e que, a partir dali, é possível controlar o tráfico de drogas e "as manobras usadas pelas máfias nessa área".
Noboa reconheceu que os Estados Unidos "estão interessados em controlar" certos "problemas" de segurança fora de suas fronteiras, embora tenha negado que isso signifique "ceder" a soberania do Equador, já que, por contrato, eles devem operar sob a legislação do país e "estar sob o controle do governo".
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