Publicado 18/06/2026 22:19

Noboa declara o “conflito armado interno” e aprova o envio de militares estrangeiros com imunidade

Concederá indultos, reduzirá ou comutará penas em favor de militares, policiais e civis, e insta a Assembleia a conceder anistias

O presidente do Equador, Daniel Noboa, em uma cerimônia de entrega de helicópteros na Base Aérea de Salinas, na metade sul da costa equatoriana
PRESIDENCIA DE ECUADOR EN X

MADRID, 19 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, assinou nesta quinta-feira um decreto pelo qual declara um “conflito armado interno” no país com o objetivo de “neutralizar” toda estrutura que constitua para o Executivo “uma ameaça”, exortando, além disso, a Assembleia Nacional a conceder anistia a quem agir “em defesa do Estado” e concedendo “imunidade” aos militares estrangeiros cuja mobilização o presidente conta e que foi aprovada no mesmo texto.

“Reconhece-se a existência de um conflito armado interno no território nacional, caracterizado por circunstâncias factuais complexas que ameaçam gravemente a soberania nacional, a segurança integral do Estado, a ordem pública, a paz social, a segurança cidadã e a proteção da população”, estabelece o artigo primeiro do Decreto Executivo 424, assinado pelo próprio Noboa.

Nesse sentido, o governo equatoriano busca “neutralizar todas as estruturas que constituam uma ameaça” nos aspectos citados e, nesse sentido, “receberá cooperação internacional para fortalecer as ações” que forem empreendidas, nas quais o pessoal estrangeiro se coordenará com as Forças Armadas e a Polícia equatorianas.

Além disso, o decreto estabelece em suas disposições gerais que “o presidente da República concederá indultos, reduzirá ou comutará penas em favor do pessoal militar, policial e dos civis que participarem” dessas operações, ao mesmo tempo em que “exorta a Assembleia Nacional a conceder anistias em favor do pessoal militar, policial e dos civis que tenham agido em defesa do Estado”.

Da mesma forma, “o pessoal estrangeiro dos Estados cooperantes que participar das ações realizadas no âmbito do conflito armado interno gozará de imunidade”, reza o decreto, que condiciona essa premissa aos “instrumentos e acordos internacionais aplicáveis assinados pela República do Equador para esse fim”.

Logo após o anúncio, a Presidência publicou um vídeo no qual Daniel Noboa, cercado por forças de segurança, enquadra o decreto na “luta contra o narcoterrorismo no Equador”.

Nesse contexto, ele confirmou que, a partir dessa decisão, “militares de países aliados poderão ser destacados para as províncias mais afetadas pela violência”, uma medida que ele atribuiu a “meses de trabalho”, embora tenha afirmado que ela se baseia “especialmente” na “última reunião no Pentágono”, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

O governo de Noboa reforçou notavelmente seus laços em matéria de segurança com Washington, chegando até mesmo a oferecer bases antes que o eleitorado equatoriano rejeitasse a ideia de voltar a disponibilizar instalações militares a outros países em um referendo realizado em novembro.

De qualquer forma, o presidente do Equador comemorou que “a partir de hoje, os narcoterroristas enfrentarão um Equador mais forte, mais preparado e que não luta mais sozinho”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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