Publicado 06/08/2025 16:36

Noboa convoca marcha contra o Tribunal Constitucional do Equador após suas últimas decisões

O presidente do Equador, Daniel Noboa, participa de um evento público em Daule, Guayas.
PRESIDENCIA DE ECUADOR

MADRID 6 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou uma marcha até o Tribunal Constitucional para protestar contra a suposta interferência dos juízes nas decisões políticas do governo, depois que o tribunal suspendeu provisoriamente mais de vinte artigos de leis importantes na segunda-feira.

Durante um evento público em Guayas, Noboa afirmou que a própria Constituição estabelece que "o poder supremo é público", razão pela qual ele convocou os cidadãos a se manifestarem "de forma pacífica" em 12 de agosto. O presidente anunciou que ele próprio compareceria "para fazer sentir o verdadeiro poder do povo".

"Não podemos permitir que nove pessoas entronizadas, que nem sequer querem aparecer em uma foto, venham e derrubem as leis que podem dar segurança a cada um de vocês", proclamou Noboa, em referência às medidas adotadas na segunda-feira pelos magistrados.

O Tribunal Constitucional aprovou a suspensão provisória de 25 artigos da Lei Orgânica de Solidariedade Nacional, da Lei Orgânica de Inteligência e da Lei Orgânica de Integridade Pública, três das principais medidas do governo que foram denunciadas por organizações que alertaram sobre uma possível violação dos direitos básicos.

A decisão judicial levou a um comparecimento da Ministra do Governo, Zaida Rovira, e do Presidente da Assembleia, Niels Olsen, acompanhados por policiais e militares, no qual rejeitaram categoricamente a suspensão, o que, por sua vez, gerou novas críticas de organizações como a Human Rights Watch (HRW).

Juanita Goebertus, diretora da HRW para as Américas, lamentou esse tipo de "ataques" ao Tribunal Constitucional, uma instituição que ela considera "fundamental para proteger o Estado de Direito" e que deve "agir de forma independente e sem pressões". "As autoridades devem respeitar e garantir seu trabalho", disse ela.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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