PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 8 jul. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Equador, Daniel Noboa, anunciou que um referendo sobre o retorno de bases militares estrangeiras ao país será realizado até o final do ano, depois que o Parlamento aprovou sua iniciativa em junho de modificar parcialmente a Constituição para permitir essa prerrogativa.
"No final do ano, perguntaremos à população em um referendo se ela quer que a base dos EUA retorne à cidade de Manta", disse o presidente equatoriano ao jornal italiano 'Corriere della Sera' em uma entrevista durante sua visita ao país europeu, onde se reuniu com a primeira-ministra, Giorgia Meloni.
Noboa não descartou a possibilidade de uma presença militar de um contingente europeu, pois "seria importante para o controle marítimo do tráfico de drogas e da mineração ilegal", explicou. Uma ideia que ele já levantou em entrevistas anteriores.
Nesse sentido, ele expressou seu interesse em contar com a participação da comunidade internacional na luta contra o crime organizado no Equador, que está combatendo "terroristas", disse ele. "Não são gangues comuns, eles transportam dinheiro, armas e drogas em diferentes países", disse ele.
"Estamos pedindo cooperação internacional porque pensar que esse é um problema local é um erro", disse o presidente equatoriano.
A proposta de Noboa, aprovada pelo parlamento, argumenta que a presença de instalações militares estrangeiras ajudaria a combater o crime organizado e aponta que, durante o período em que os EUA ocuparam a base de Manta, as apreensões de cocaína aumentaram em quase 500%.
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