MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente do Equador, Daniel Noboa, confirmou neste sábado a deportação dos Estados Unidos do ex-ministro do Interior e ex-presidente da Assembleia Nacional, José Serrano, que será levado à prisão nas próximas horas no âmbito da investigação do assassinato do candidato à presidência Fernando Villavicencio em 2023.
“Nós dissemos, nós cumprimos. José Serrano, ministro do Interior de Correa, novo hóspede de El Encuentro”, afirmou o presidente equatoriano em suas redes sociais, onde publicou imagens do ex-ministro em um avião, escoltado por agentes do ICE (Serviço de Controle de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), a caminho do Equador.
Além disso, Noboa dirigiu-se ao ex-presidente Rafael Correa, alertando-o de que ele será o próximo a ser detido. “Agora é a sua vez”, ameaçou.
O ex-ministro, que permanecia sob custódia de imigração nos Estados Unidos, foi detido há um ano na Flórida (no sudeste dos Estados Unidos) por ter excedido o prazo de validade de seu visto. Serrano estava em território americano desde 2021, até que, em maio deste ano, uma juíza negou seu pedido de asilo.
José Serrano é um dos sete suspeitos investigados pelo Ministério Público equatoriano pelo assassinato do ex-candidato à presidência, Fernando Villavicencio. A promotora Ana Hidalgo acusou, no último dia 8 de agosto, os sete investigados como responsáveis pelo assassinato, executado por assassinos de aluguel e no qual os acusados teriam atuado como mandantes.
Villavicencio foi assassinado em 9 de agosto de 2023, ao sair de um comício de campanha eleitoral em Quito, capital do Equador.
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