PRESIDENCIA DE ECUADOR - Arquivo
MADRID 20 fev. (EUROPA PRESS) - O presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou nesta sexta-feira que, graças à prisão, há alguns dias, de Aquiles Álvarez, a quem se referiu como “o prefeito criminoso” de Guayaquil, as mortes violentas caíram 26% nesta cidade. “Vocês acham que isso é coincidência?”, questionou. Noboa negou qualquer perseguição política contra a oposição e reiterou que apenas está sendo perseguido “os criminosos, aqueles que causaram mortes, aqueles que apoiaram o narcotráfico e a mineração ilegal”.
Da mesma forma, ele se gabou de sua gestão ao garantir que 85% dos líderes criminosos já foram presos e acusou o mau estado da Justiça, para a qual propõe uma reforma. “A polícia se esforça ao máximo, os militares (...) capturamos 140.000 pessoas e nem 10.000 foram processadas”, criticou.
“Tem que haver uma reforma importante na função judicial”, disse ele em entrevista à Radio City, na qual atacou aqueles “idiotas” que questionam suas frequentes viagens ao exterior. “São dias que perco de estar com meus filhos; além disso, saio contra por amor ao país”, desculpou-se.
Álvarez está em prisão preventiva desde 11 de fevereiro no âmbito do caso “Goleada” por supostos crimes de organização criminosa e lavagem de dinheiro, como parte de um esquema para sonegar impostos.
Além do prefeito de Guayaquil, outras dez pessoas foram presas, entre elas seus irmãos Antonio e Xavier, presidente e diretor do time de futebol da cidade de Guayaquil, o Barcelona Sporting Club. Álvarez tem outro processo pendente por um suposto crime de armazenamento e distribuição ilegal de hidrocarbonetos, no âmbito do caso “Triple A”.
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