Publicado 05/10/2025 17:25

Noboa adverte que aplicará a lei a eles "como criminosos" se os indígenas marcharem em Quito

Membros da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) durante a greve nacional do Equador de 2025.
CONAIE

MADRID 5 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente de direita do Equador, Daniel Noboa, advertiu no domingo que aplicará a lei "como criminosos" em resposta às ameaças de marcha na capital, Quito, feitas pelo líder da Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), Marlon Vargas. A CONAIE é a organizadora da greve nacional contra o fim do subsídio ao diesel, que paralisou partes do país nos últimos 14 dias.

"Ninguém pode vir a tomar à força o capital de todos os equatorianos. Aqueles que escolherem a violência, a lei os espera. Aqueles que agirem como criminosos serão tratados como criminosos", disse Noboa em sua conta no site de rede social X.

Vargas denunciou, de Chimborazo, a "atitude arrogante" do governo de Noboa e alertou sobre a possibilidade de uma marcha até a capital, Quito. "A luta continua e, se tivermos que tomar a cidade de Quito, nós o faremos", disse ele.

No mesmo domingo, Noboa decretou a imposição de um estado de emergência em mais dez províncias, somando-se às duas já em vigor, de um total de 24 províncias em que o Equador está dividido.

Em resposta, a CONAIE denunciou a "repressão sistemática" do governo "contra aqueles que exercem seu direito constitucional de resistência". "Consideramos o presidente Noboa responsável pelas consequências dessa decisão autoritária, que busca silenciar e reprimir o povo em luta", advertiu.

Noboa também aproveitou a oportunidade para anunciar novas medidas econômicas. "Enquanto alguns querem parar o Equador, nós o estamos impulsionando. Reduziremos o IVA para 8% durante os feriados de 9 de outubro e 2 e 3 de novembro, porque este país não será paralisado por alguns poucos que perderam o negócio do contrabando e da mineração ilegal", disse ele.

Além disso, "para impulsionar a economia local, em 14 de novembro pagaremos o 13º salário aos funcionários públicos, para que as famílias tenham mais dinheiro durante a Black Friday e a Cyber Monday", disse ele.

A Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) convocou uma greve por tempo indeterminado em 21 de setembro, o que levou a mobilizações em massa e bloqueios de estradas. O governo respondeu mobilizando o exército, e pelo menos um membro da comunidade indígena morreu nos confrontos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado