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MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -
O governo da Nicarágua anunciou nesta quinta-feira o rompimento das relações diplomáticas com a Itália, depois que o ministro das Relações Exteriores da Itália, Antonio Tajani, classificou o país centro-americano como “extremista” por se recusar a extraditar Alessio Casimirri, condenado em Roma por seu papel no assassinato do ex-primeiro-ministro italiano Aldo Moro em 1978.
“Como expressão contundente de nossa soberania e dignidade nacional, estamos informando ao governo da Itália e, em particular, ao ministro das Relações Exteriores Antonio Tajani, que rompemos todas as relações diplomáticas com o governo da Itália”, indicou o Ministério das Relações Exteriores da Nicarágua em um comunicado.
O governo de Daniel Ortega e Rosario Murillo tomou essa decisão alegando “as declarações injustificadas, agressivas e irresponsáveis” de Tajani, a quem acusa de ter “insultado, de forma totalmente contrária às normas de respeito (...) com arrogância europeia, o povo e o governo da Nicarágua”.
O Ministério das Relações Exteriores da Nicarágua, que evocou o “vínculo histórico” do país centro-americano com a Itália, lamentou agora o que qualificou de “situação ignóbil” e “agressão”.
O anúncio ocorre depois que o ministro das Relações Exteriores da Itália classificou, nesta quarta-feira, o regime de Ortega e Murillo como “extremista” durante um evento em Madri, no qual exigiu a extradição de Alessio Casimirri, de 74 anos, condenado pela Justiça italiana a seis penas de prisão perpétua por sua participação, entre outros crimes, no sequestro e posterior assassinato do ex-primeiro-ministro e líder da Democracia Cristã, Aldo Moro.
“Não compartilhamos nada com a visão de governos extremistas como o da Nicarágua, país que dá proteção a perigosos terroristas das Brigadas Vermelhas, como Alessio Casimirri”, declarou durante um encontro que reuniu na capital espanhola líderes ibero-americanos e representantes do Partido Popular Europeu.
“Esse senhor vive em liberdade na Nicarágua. Isso é inaceitável para nós”, destacou ele sobre Casimirri, que possui nacionalidade nicaraguense e reside no país centro-americano desde 1983, após ter fugido da Itália.
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