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MADRID 15 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou na terça-feira as tropas ultra-ortodoxas posicionadas no Vale do Jordão, após a saída do partido United Torah Judaism da coalizão governamental por causa da disputa sobre o serviço militar obrigatório para os estudantes Haredi 'yeshiva', os centros de estudos judaicos.
"Podemos liderar um processo não de confronto, não de conflitos internos, mas de mobilização de todas as forças da sociedade judaica para realmente proteger nosso Estado e defender nosso povo", disse Netanyahu ao lado do ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, na base de treinamento da nova Brigada Hasmonea do exército.
O United Torah Judaism deixou a coalizão depois de receber uma cópia do projeto de lei sobre o serviço militar obrigatório apresentado pelo presidente do Comitê de Defesa e Relações Exteriores do Likud, Yuli Edelstein, a quem acusa de violar os termos de um acordo anterior firmado entre as partes.
Isso ocorre depois que o primeiro-ministro israelense evitou a dissolução do parlamento em junho passado, graças a um acordo com os ultraortodoxos United Torah Judaism e Shas, que suavizou algumas das propostas severas incluídas no projeto de lei de Edelstein.
A viabilidade do governo de coalizão está em jogo, já que o partido ultraortodoxo Shas ameaçou seguir os mesmos passos do United Torah Judaism se as isenções ultraortodoxas não se concretizarem, o que poderia deixar o governo de Netanyahu com menos de 50 assentos.
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