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MADRID, 12 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta sexta-feira que “o Irã não terá armas nucleares” enquanto ele for o chefe do governo israelense, antes de afirmar que "concorda plenamente" com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre esse assunto, diante das especulações sobre um possível acordo iminente entre Washington e Teerã.
"Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, o Irã não terá armas nucleares. O presidente Trump e eu concordamos plenamente sobre este assunto", afirmou em uma mensagem publicada nas redes sociais, na qual defendeu que ele, pessoalmente, está "há mais de 30 anos na vanguarda da luta internacional contra o programa nuclear iraniano".
“Se não fosse por essa luta, o Irã já teria bombas atômicas para destruir Israel. O Irã está trabalhando para destruir o Estado judeu, e eu dedico minha vida a impedir isso. Enquanto eu for primeiro-ministro de Israel, isso não acontecerá", acrescentou Netanyahu, após as repetidas negativas de Teerã de que seu programa nuclear tenha fins militares.
A mensagem foi publicada depois que o próprio Netanyahu manteve uma conversa com Trump sobre o memorando que estariam negociando Washington e Teerã para o cessar-fogo, depois que o inquilino da Casa Branca anunciou a aprovação dos “pontos finais” do acordo para pôr fim à guerra desencadeada no último dia 28 de fevereiro.
Trump afirmou na quinta-feira que suspendia alguns ataques supostamente programados contra o Irã, alegando que, após realizar “conversas ao mais alto nível” com autoridades iranianas, todas as partes aprovaram os “pontos finais” do acordo para pôr fim à guerra desencadeada pela ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã há mais de três meses.
O Irã, que até o momento não se pronunciou sobre este último anúncio de Trump, limitou-se a esclarecer que “assim que” as autoridades “competentes” chegarem a uma conclusão sobre as negociações, isso será anunciado, no âmbito das negociações em andamento — com a mediação do Paquistão — após o cessar-fogo alcançado em 8 de abril, marcado por recentes trocas de ataques.
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