Publicado 21/04/2026 04:07

Netanyahu reitera que "a campanha ainda não acabou" e afirma que Israel "afastou uma ameaça existencial"

Katz reitera suas ameaças de assassinar o líder do Hezbollah e afirma que ele “pagará com a própria cabeça” pelos ataques contra Israel

Archivo - Arquivo - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.
Kay Nietfeld/dpa - Arquivo

MADRID, 21 abr. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reiterou nesta terça-feira que “a campanha não terminou” após a ofensiva lançada em 28 de fevereiro, em conjunto com os Estados Unidos, contra o Irã, e garantiu que as ações militares israelenses “afastaram uma ameaça existencial” após os ataques de 7 de outubro de 2023.

"A campanha ainda não terminou, mas já afastamos uma ameaça existencial. Libertamos todos os nossos reféns, desferimos um duro golpe aos nossos inimigos e tornamos Israel uma nação mais forte do que nunca", afirmou durante um discurso por ocasião do Dia da Memória dos Mortos nas Guerras de Israel, segundo um comunicado divulgado por seu gabinete.

Assim, ele destacou que esta data “não significa que os demais dias do ano sejam dias de esquecimento”. “Não há um único dia sem lágrimas, sem sentimento de pesar, sem uma saudade que parte o coração”, observou, antes de afirmar que este dia serve para ver os soldados mortos “através de uma lente mais ampla, a partir de uma perspectiva nacional”.

“Essa memória coletiva toca os próprios alicerces de nossa existência como nação que luta constantemente por sua segurança”, argumentou Netanyahu, tendo palavras para o “heroísmo, o sacrifício, o amor pela pátria, a mobilização para cada missão, a dedicação incondicional e o profundo vínculo” entre a população israelense.

Por sua vez, o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, voltou a ameaçar com o assassinato do secretário-geral do partido-milícia xiita libanês Hezbollah, Naim Qasem, de quem disse que “pagará com a cabeça” pelos ataques do grupo contra Israel, conforme noticiado pelo jornal ‘The Times of Israel’.

Katz destacou que o antigo líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah — assassinado em setembro de 2024 num bombardeio contra a capital do Líbano, Beirute —, “destruiu a comunidade xiita no Líbano”. “Qasem irá destruí-la e pagará com a perda de casas e território, assim como aconteceu com o Hamas em Rafá e Beit Hanun, em Gaza, até que pague com a própria cabeça”, enfatizou.

“O primeiro-ministro e eu ordenamos às Forças de Defesa de Israel (FDI) que ajam com firmeza, inclusive durante o cessar-fogo, para defender nossos soldados no Líbano contra qualquer ameaça”, destacou o ministro israelense. “Nosso dever para com os residentes do norte (de Israel) continua claro e inequívoco: garantir a segurança”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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