Europa Press/Contacto/Nasser ishatyeh
MADRID, 24 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou o reforço da presença militar na Cisjordânia após os graves incidentes ocorridos na noite passada na localidade de Tell, onde um ataque de colonos israelenses resultou na morte de quatro palestinos e um israelense, e prometeu a criação de novos “postos avançados” de colonos — que até mesmo a própria lei israelense proíbe — e a legalização dos já existentes.
O israelense morto foi identificado como Benayahu Mellet, de 32 anos, um “oficial de segurança civil” que morreu quando um palestino lhe tirou a arma e começou a atirar contra os colonos que estavam atacando sua localidade. O governo palestino respondeu que o palestino agiu em legítima defesa e acusou os colonos de abrir fogo indiscriminadamente contra a população.
Netanyahu e o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciaram, em resposta, que a residência do “terrorista”, como descreveram o palestino, será demolida como prelúdio ao início de uma “ação contundente nas localidades que são focos de terrorismo” e que inclui o reforço do contingente militar na Cisjordânia.
O anúncio ocorre em meio a um grave recrudescimento dos ataques às comunidades palestinas da Cisjordânia. Além dos quatro palestinos mortos em Tell, há outro palestino gravemente ferido a facadas em Jericó, depois que vários colonos o agrediram quando seu carro quebrou em uma estrada. A agência oficial de notícias palestina Wafa também informa que houve vários feridos em Jenin devido a outro ataque de colonos, desta vez com pedradas, contra a comunidade de Jirbet Imreiha.
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