OFICINA DEL PRIMER MINISTRO DE ISRAEL
MADRID 11 fev. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, reuniu-se nesta terça-feira em Washington com o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e o ex-assessor da Casa Branca Jared Kushner — genro do presidente Donald Trump —, que lideraram a delegação americana nas negociações com o Irã realizadas na semana passada em Omã.
Isso foi informado pelo gabinete do chefe do Executivo israelense em um breve comunicado, indicando que o encontro ocorreu na chamada Casa Blair, a residência oficial para convidados dos presidentes americanos. “Durante a reunião, o primeiro-ministro e os enviados Witkoff e Kushner discutiram assuntos regionais e forneceram informações atualizadas sobre a primeira rodada de negociações que mantiveram com o Irã na última sexta-feira”, acrescentou, sem oferecer mais detalhes sobre a reunião.
Netanyahu, que aterrou horas antes na capital americana, será recebido esta quarta-feira pelo secretário de Estado, Marco Rubio, para depois se reunir com o inquilino da Casa Branca numa visita organizada a pedido do líder israelita, que “considera que qualquer negociação deve limitar os mísseis balísticos e incluir o fim do apoio ao eixo iraniano”, segundo o seu gabinete num comunicado oficial.
Nesta terça-feira, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, Ali Lariyani, abordou as conversações com Washington durante uma reunião com o sultão de Omã, Haitham Bin Tariq, em Mascate, na qual também foram discutidas “possíveis vias para alcançar um acordo equilibrado e justo para todas as partes”, de acordo com uma nota do Ministério das Relações Exteriores de Omã.
Por sua vez, o também assessor do líder supremo do Irã, Alí Jamenei, informou durante o dia sobre seus encontros em Omã e, em uma mensagem publicada em inglês, atacou Israel insistindo que “os americanos devem permanecer alertas diante do papel destrutivo dos sionistas”, em referência à viagem de Netanyahu à capital americana. Dessa forma, pediu a Washington que “pense com prudência” e “não permita” que Israel influencie as negociações nucleares em curso com Teerã.
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