Europa Press/Contacto/Avi Ohayon/Israel Gpo
Pede que “todo o material enriquecido” saia do Irã, que se interrompa o enriquecimento e que se “desmantele o equipamento e a infraestrutura que o permitem”. MADRID 16 fev. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, propôs neste domingo eliminar progressivamente e em um prazo de 10 anos “o componente financeiro da ajuda militar” que Israel recebe dos Estados Unidos, país que, com base no memorando de entendimento assinado em 2018 por uma década, contribui com 38 bilhões de dólares (pouco mais de 32 bilhões de euros) em fundos para fins militares a Israel.
“Podemos nos dar ao luxo de eliminar gradualmente o componente financeiro da ajuda militar que recebemos (dos Estados Unidos). Proponho uma redução de 10 anos até chegar a zero”, afirmou, de modo que o processo se desenvolveria “durante os três anos que restam do atual memorando de entendimento e durante outros sete anos”, conforme descreveu perante a Conferência dos presidentes das principais organizações judaicas americanas.
O líder afirmou que o “objetivo” do Executivo “é construir uma indústria de armamento independente em Israel”. “Israel se manterá por conta própria, assim como nós lutamos por nós mesmos”, acrescentou. PEDE QUE TODO O URÂNIO ENRIQUECIDO SAIA DO IRÃ
Ele também abordou as negociações entre os Estados Unidos e o Irã e exigiu que, “para a segurança de Israel”, bem como dos próprios Estados Unidos, da região e do mundo, qualquer possível acordo deve incluir que “todo o material enriquecido deve sair do Irã”. Além disso, argumentou que tal acordo não só deve “interromper o processo de enriquecimento, mas também desmantelar o equipamento e a infraestrutura que o permitem”. Por sua vez, Netanyahu exigiu que o pacto teria que “abordar a questão dos mísseis balísticos”, alegando que Teerã não cumpre a limitação de 300 quilômetros do regime multilateral de controle de tecnologia de mísseis.
Por fim, argumentou que um dos componentes acordados deve ser “desmantelar o eixo do terror que o Irã construiu”, discurso com o qual o mandatário se referiu repetidamente e de forma conjunta ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o partido-milícia xiita libanês Hezbollah e os insurgentes houthis iemenitas, entre outros grupos. Suas palavras foram proferidas no mesmo dia em que o Irã confirmou uma segunda rodada de negociações sobre seu programa nuclear com os Estados Unidos, que ocorrerá na próxima terça-feira em Genebra, na Suíça. Na primeira, realizada em Omã em 6 de fevereiro, Teerã ofereceu diluir o urânio enriquecido a 60% com que já conta como prova de sua vontade de chegar a um acordo. No entanto, o governo iraniano se opôs, até agora, a encerrar seu programa de mísseis balísticos e a renunciar ao enriquecimento de urânio como tal, em baixo nível.
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