MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que Israel não anexará a Faixa de Gaza, mas assumirá o controle do enclave palestino "por segurança" e mais tarde entregará sua administração, atualmente nas mãos do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), a um governo de transição liderado por forças árabes.
"Pretendemos fazer isso para garantir nossa segurança, expulsar o Hamas de lá, permitir a libertação do povo em Gaza e passar (seu governo) para um governo civil (sem a milícia islâmica)", ressaltou em entrevista à rede de televisão norte-americana Fox News.
Nesse sentido, ele insistiu que Israel não quer anexar o enclave, mas quer "um perímetro de segurança". "Queremos entregá-lo às forças árabes que vão governá-lo de maneira adequada, sem nos ameaçar e dando aos habitantes de Gaza uma vida boa", argumentou em resposta às perguntas do jornalista Bill Hemmer.
Nas últimas horas, a tensão cresceu dentro da liderança militar sobre a possibilidade de Netanyahu anunciar, durante uma reunião do gabinete a ser realizada nesta quinta-feira, um possível plano para ocupar totalmente Gaza, uma medida rejeitada pelo chefe do exército Eyal Zamir, dada a situação dos reféns ainda mantidos no enclave.
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