Europa Press/Contacto/Apolline Guillerot-Malick
MADRID 14 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta quinta-feira a instauração de uma ação judicial contra o jornal norte-americano “The New York Times” por difamação, após a publicação de um artigo sobre violações cometidas por soldados israelenses contra detidos palestinos.
O gabinete de Netanyahu confirmou a iniciativa do primeiro-ministro israelense, em conjunto com o ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, contra o jornal pelo artigo que qualifica como “uma das mentiras mais atrozes e distorcidas já publicadas contra o Estado de Israel na imprensa moderna”.
Ele destacou ainda que o autor do artigo, Nicholas Kristof, “recebeu o apoio do jornal”.
O artigo em questão reúne diversos relatos de prisioneiros palestinos em prisões israelenses, apontando para um “padrão generalizado de violência sexual israelense contra homens, mulheres e até mesmo crianças, perpetrada por soldados, colonos e interrogadores”, citando agentes da Agência de Segurança de Israel, Shin Bet, e guardas prisionais.
As denúncias sobre estupros de prisioneiros palestinos têm sido uma constante nos últimos anos. No início deste ano, a Promotoria Militar de Israel decidiu retirar as acusações contra cinco reservistas acusados dessas práticas em uma base militar em Sde Teiman, em um caso que remonta a 2024.
O caso veio à tona depois que a ex-promotora militar Yifat Tomer-Yerushalmi vazou um vídeo em que se vê vários soldados escolhendo um homem que está deitado e nu, colocando-o junto a uma parede e estuprando-o enquanto se cobrem com escudos para ocultar sua identidade.
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