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MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, pediu nesta segunda-feira ao governo dos Estados Unidos que não venda caças F-35 nem motores para esse tipo de aeronave à Turquia, ao considerar que isso poderia provocar uma “mudança no equilíbrio de poder” na região, declaração feita pouco antes do início da cúpula da OTAN em Ancara, que terá início nesta terça-feira.
“Não acredito que devam vender isso, pois alterariam esse equilíbrio no Oriente Médio, que é garantido pela superioridade aérea de Israel e também pela postura dos Estados Unidos na região”, afirmou o líder em declarações à emissora de televisão Fox News.
Netanyahu se referiu à Turquia como um “grande país”, mas lamentou que ela seja liderada pelo presidente Recep Tayyip Erdogan, que “ameaça abertamente Israel com sua destruição e ocupa metade de Chipre”.
No entanto, ele negou que haja uma data concreta para uma visita a Washington, na qual se reuniria com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e voltou a minimizar as tensões entre as partes decorrentes do memorando de entendimento acordado pelos Estados Unidos e pelo Irã para pôr fim ao conflito.
“Tivemos divergências ao longo do tempo, mas trabalhamos para resolvê-las porque somos aliados”, observou. “O presidente tem suas formas de se expressar e eu tenho as minhas. Somos aliados”, afirmou, embora Trump tenha dito no mês passado que estava avaliando a ideia de vender motores de caças F110 à Turquia e incluir novamente o país no programa dos F35.
“Respeitamos os Estados Unidos e há muitas maneiras de reduzir nossas diferenças como aliados que se respeitam mutuamente”, declarou, antes de afirmar que “Israel deseja a paz com o Líbano”. “O fato de termos desferido um duro golpe ao regime iraniano (...) abre caminho para mais acordos de paz”, acrescentou.
Sobre o Irã, ele destacou que este “não é um país amigo dos Estados Unidos, por isso não se pode permitir que possua armas nucleares nem qualquer meio de obtê-las”. “Esta é uma batalha entre a liberdade e o fanatismo”, afirmou. “Sem os Estados Unidos, não haveria democracia nem liberdade no mundo”, concluiu.
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