MADRID 14 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, solicitou nesta sexta-feira o adiamento das audiências judiciais que tem pendentes dentro de duas semanas, em vista da visita do presidente argentino, Javier Milei, que viajará ao país no dia 23 de março com o objetivo de "reafirmar os laços" entre os dois países.
Sua equipe jurídica já entrou com uma petição no tribunal distrital de Jerusalém, que em ocasiões anteriores endossou esse tipo de prorrogação por motivos "diplomáticos" ou de "segurança" no contexto da ofensiva lançada por Israel contra a Faixa de Gaza.
Agora, de acordo com o The Times of Israel, o presidente citou problemas de agenda para poder comparecer a essas audiências, já que o governo planejou uma série de eventos e visitas para coincidir com a viagem de Milei ao país.
Pouco antes, Netanyahu também havia solicitado que a convocação agendada para a próxima terça-feira fosse adiada para quarta-feira, para que ele pudesse participar do debate no parlamento sobre o orçamento de 2025.
Netanyahu, a primeira pessoa na história de Israel a ser indiciada enquanto ocupava o cargo de primeiro-ministro, é acusado de receber subornos, fraude e quebra de confiança em três casos separados.
Em abril de 2021, a promotoria denunciou um "caso grave de corrupção do regime" na primeira sessão da fase de provas do julgamento de corrupção contra Netanyahu, que rejeitou as acusações e falou de uma "caça às bruxas" e de um "golpe de Estado judicial".
O mais grave deles é o "caso 4000", no qual ele enfrenta acusações de suborno, fraude e abuso de poder por ter forçado a aprovação de regulamentos que beneficiaram o acionista majoritário do Bezeq Group, Shaul Elovitch, em troca de uma cobertura favorável do portal Walla.
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