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MADRID, 1 jun. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta segunda-feira que o Exército lançasse novos bombardeios contra “alvos terroristas” na capital do Líbano, Beirute, no âmbito da intensificação da ofensiva e da invasão terrestre do país vizinho.
Netanyahu afirmou em uma mensagem nas redes sociais que ordenou “atacar alvos terroristas no bairro de Dahiye”, no que descreve como uma resposta às “repetidas violações do cessar-fogo por parte da organização terrorista Hezbollah e aos ataques contra cidades e cidadãos” em Israel.
A mensagem de Netanyahu foi publicada logo após o Exército israelense confirmar a morte de outro militar em um ataque com drones perpetrado pelo Hezbollah contra um grupo de militares nas proximidades do castelo de Beaufort, tomado no domingo pelas tropas israelenses no âmbito da nova invasão do território libanês iniciada em março.
Além disso, Netanyahu afirmou na semana passada que o Exército israelense está “intensificando” sua ofensiva no Líbano, onde já morreram por esse motivo mais de 3.300 pessoas desde o início de março, apesar das negociações em andamento com o governo libanês para tentar chegar a um acordo de paz.
Por isso, o presidente do Líbano, Joseph Aoun, denunciou nesta segunda-feira, em uma mensagem nas redes sociais, que o país “enfrenta uma agressão feroz” por parte de Israel e prometeu “pôr fim ao sofrimento dos libaneses em geral, e dos do sul em particular”, bem como “trabalhar na construção do Estado, na reforma e na justiça”.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado a lançar bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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