Publicado 22/06/2026 20:58

Netanyahu e o ministro da Defesa israelense reitiram sua intenção de manter a “zona de segurança” no Líbano

30 de maio de 2026, Fronteira Norte de Israel, Fronteira Norte de Israel, Território Palestino: O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu visita a 36ª Divisão ao longo da fronteira norte de Israel, acompanhado pelo ministro da Defesa israelense, I
Israeli Prime Minister Office a / Zuma Press / Eu

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu; o ministro da Defesa, Israel Katz; e o chefe do Estado-Maior do Exército, Eyal Zamir, reiteraram nesta segunda-feira que as tropas israelenses “continuarão agindo com determinação para manter a zona de segurança no sul do Líbano”, onde ocupam uma ampla área e continuam lançando ataques direcionados contra o partido-milícia xiita Hezbollah, enquanto o Irã exige a cessação dessas operações em suas negociações com os Estados Unidos.

“As Forças de Defesa de Israel (FDI) continuarão agindo com determinação para neutralizar as ameaças contra nossos soldados e cidadãos, desmantelar a infraestrutura terrorista e manter a zona de segurança no sul do Líbano”, afirma uma declaração conjunta de Netanyahu, Katz e Zamir divulgada pelo gabinete do primeiro.

Nela, os três responsáveis — após uma reunião da qual também participou o comandante do Comando Norte, Rafi Milo — “deixaram claro que a segurança dos cidadãos israelenses e das forças das FDI continuará sendo seu princípio orientador, sem concessões”.

Dessa forma, os três principais responsáveis do Exército israelense voltaram a enfatizar sua recusa em abandonar a zona que suas tropas ocupam no Líbano, alegando a segurança do norte de Israel.

As FDI continuam operando nessa área, com ataques que, desde o último dia 2 de março — data em que o Exército israelense e o Hezbollah retomaram os combates —, já somam mais de 4.000 mortos e 12.000 feridos, conforme informaram nesta segunda-feira as autoridades libanesas.

Essas operações militares contínuas representam, além disso, um dos principais obstáculos nas negociações para um acordo final entre o Irã e os Estados Unidos visando a paz no Oriente Médio, já que Teerã exige sua cessação total.

No entanto, as autoridades israelenses têm insistido nos últimos dias que não abrirão mão do território ocupado, como lembrou nesta mesma segunda-feira o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, que também quis ressaltar que seu governo não tem “ambições territoriais” no Líbano, um dia depois de Netanyahu ter comparado essa região às áreas também ocupadas por tropas israelenses na Faixa de Gaza e na Síria.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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