MADRID, 25 ago. (EUROPA PRESS) -
O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, "lamentou profundamente" o "trágico acidente" registrado na segunda-feira no hospital Nasser, na Faixa de Gaza, onde morreram pelo menos 20 pessoas, entre elas quatro jornalistas, após um ataque israelense denunciado pelas autoridades de Gaza.
"Israel valoriza o trabalho dos jornalistas, da equipe médica e de todos os civis. As autoridades militares estão conduzindo uma investigação completa. Nossa guerra é contra os terroristas do Hamas. Nossos objetivos juntos são derrotar o Hamas e trazer nossos reféns para casa", enfatizou em um comunicado.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) já haviam reconhecido a responsabilidade pelo ataque ao hospital no sul do enclave, lamentando os possíveis danos causados a pessoas não envolvidas no conflito. Com relação a isso, o exército argumentou que "de forma alguma" tem como alvo deliberado os jornalistas.
Isso ocorre depois que o Ministério da Saúde de Gaza, ligado ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), informou que um primeiro ataque atingiu o quarto andar do complexo hospitalar. Posteriormente, coincidindo com a chegada de ambulâncias, o segundo impacto teria sido registrado.
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, disse em uma mensagem publicada no site de rede social X que o ataque havia ferido mais 50 pessoas, incluindo pacientes em estado crítico.
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