MADRID 7 jan. (EUROPA PRESS) - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, visitou nesta quarta-feira a região do Negev como parte de um plano do governo para “restaurar a governabilidade na zona” e impulsionar o crescimento demográfico ao longo deste território desértico, especialmente na fronteira com o Egito.
Netanyahu, acompanhado pelo ministro da Defesa, Israel Katz, e pelo ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, visitou o assentamento de Revivim e a cidade beduína de Bir Hadaj, de onde instou a “restaurar a ordem pública no Negev”. “O Negev está fora de controle. A Polícia de Israel iniciou uma importante operação em colaboração com outras forças (...) Há dezenas de milhares de armas, drones que cruzam as fronteiras e outras ameaças”, afirmou o primeiro-ministro israelense. Por sua vez, Katz destacou que “deter o contrabando de armas na fronteira entre Israel e o Egito é um interesse primordial para a segurança” do país. “Impulsionar os assentamentos no Negev fortalece a segurança de Israel, sua soberania e reforça nosso controle sobre o território”, afirmou. Da mesma forma, Ben Gvir apontou que a região, após décadas de abandono, se tornou no passado um território onde cresceu “um monstro de delinquência nacionalista e criminosa”. “Nossa mensagem é uma só: o Estado de Israel é dono do Negev, e qualquer um que questionar isso será tratado com a maior severidade”, concluiu.
Recentemente, as forças de segurança israelenses mataram um homem na cidade beduína de Tarabin, suspeito de incendiar carros em vilarejos judeus próximos, um incidente que está sendo investigado pelas autoridades diante de um possível crime por parte dos agentes que realizaram a operação.
A Anistia Internacional (AI) já denunciou anteriormente que a comunidade beduína palestina com cidadania israelense “sofre com a demolição repetida de suas casas como corolário de políticas discriminatórias que não reconhecem a legalidade de cerca de 35 aldeias da região”.
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