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MADRI, 26 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, elogiou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por “endurecer o bloqueio” contra o Irã após o anúncio de uma guerra econômica contra o país asiático e colocou em dúvida a possibilidade de se chegar a um acordo negociado com as autoridades iranianas, que ele classificou de “selvagens”.
Netanyahu afirmou, em um evento realizado em Jerusalém, que manteve recentemente uma conversa com Trump na qual “foram abordadas três opções” para lidar com o Irã após o conflito aberto em decorrência da ofensiva lançada por ambos os países em 28 de fevereiro contra o país asiático.
“Eu disse a ele que uma opção era chegar a um acordo, um bom acordo, ao qual não teríamos objeções. Duvido que, com aquele grupo lá, com esses selvagens, seja possível chegar a um acordo. Já lhes digo que um acordo não é possível”, afirmou, segundo uma transcrição de suas declarações publicada por seu gabinete nas redes sociais.
Assim, ele detalhou que a segunda opção seria “uma opção cinética”, em referência a “uma ação militar”. “Eu disse a ele que vamos nos defender, que não vamos deixar o Irã nos atacar e que, se, Deus nos livre, eles nos atacarem, sofrerão um golpe como nunca imaginaram, muito mais forte do que o que sofreram até agora. Muito mais”, especificou.
Netanyahu revelou que a terceira opção seria “endurecer o bloqueio”, algo que Trump fez com seu anúncio de guerra econômica e sanções, ao mesmo tempo em que elogiou o fato de ele também “endurecer o bloqueio contra aqueles que ajudam o regime, essa terrível ditadura”. “Isso é algo muito importante”, afirmou.
Por outro lado, ele reiterou que Israel “enfrenta outros desafios” e acrescentou que “o desafio do Irã ainda não acabou”. “Também há desafios em Gaza, no Líbano e em outros lugares”, enumerou o primeiro-ministro de Israel, que observou que o “eixo” liderado por Teerã “está quebrado, mas não desapareceu”.
“Estamos fazendo um grande esforço e estamos decididos a garantir que não haja nenhuma ameaça. Nem de Gaza, onde já fizemos muito nesse sentido; nem do Líbano, onde também já fizemos muito nesse sentido; nem da Síria, onde há zonas de segurança. Estou decidido a garantir que também não haja ameaças do Irã”, concluiu.
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