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MADRID, 30 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, elogiou nesta quinta-feira o trabalho da Marinha no âmbito da detenção de cerca de 175 ativistas, entre eles cerca de trinta espanhóis, que estavam a bordo de embarcações da Frota Global Sumud, interceptadas na madrugada em águas internacionais ao sul da Grécia, a cerca de mil quilômetros da costa da Faixa de Gaza e de Israel.
“Todo o meu reconhecimento à nossa Marinha. Ordenei que impedissem que uma frota de simpatizantes do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) chegasse às costas de Gaza. A missão foi cumprida com sucesso”, afirmou em uma mensagem divulgada nas redes sociais.
O primeiro-ministro afirmou assim que “nenhum barco nem nenhum simpatizante do Hamas” conseguiu entrar em território israelense ou em suas águas territoriais. “Eles foram desviados e retornarão aos seus países de origem. Continuarão vendo Gaza pelo YouTube”, sentenciou.
O Ministério das Relações Exteriores, União Europeia e Cooperação convocou nesta quinta-feira a encarregada de negócios da Embaixada de Israel na Espanha, Dana Erlich, para transmitir “a mais enérgica condenação” pela detenção dos ativistas da frota.
Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores de Israel defendeu a interceptação das embarcações. Em mensagens nas redes sociais, não hesitou em classificar a iniciativa como “frota-condom” e seus integrantes como “provocadores profissionais”, após denunciar que, em uma inspeção inicial, foram detectados “materiais que parecem ser drogas e anticoncepcionais”.
A frota deu continuidade à iniciativa da embarcação abordada em águas internacionais pelas Forças de Defesa de Israel (FDI) em outubro de 2025, pouco depois de ultrapassar o limite alcançado apenas quatro meses antes pelo navio “Madleen”, igualmente interceptado por tropas israelenses.
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