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As famílias dos reféns mantidos pelo Hamas rejeitam sua posição e dizem que estão "alarmadas".
MADRID, 1 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na quinta-feira que o "objetivo supremo" da guerra é a "vitória" de Israel e relegou a segundo plano a libertação dos reféns que foram sequestrados pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) durante os ataques perpetrados em 7 de outubro, que resultaram em 1.200 mortes em solo israelense.
"Temos muitos objetivos nessa guerra. Queremos trazer de volta todos os reféns. Conseguimos trazer 147 deles com vida, de um total de 196", disse ele durante um evento que marcou as celebrações do Dia da Independência, comemorando a declaração de 1948, quando David Ben Gurion proclamou o fim do Mandato Britânico e o nascimento do Estado de Israel.
Com relação a isso, ele deixou claro que ainda há 24 reféns vivos que precisam ser trazidos "de volta para casa". "Queremos trazer todos eles de volta: os vivos e os mortos", disse ele, indicando que esse é um "objetivo muito importante".
"Mas há um objetivo maior. O objetivo supremo é a vitória sobre nossos inimigos, e nós vamos alcançá-la", disse ele, em declarações que atraíram críticas de alguns parentes dos reféns que ainda estão na Faixa de Gaza.
O Forum for Relatives of Hostages and Missing Persons (Fórum para Parentes de Reféns e Pessoas Desaparecidas), a principal organização que reúne as famílias dos reféns, criticou as observações do primeiro-ministro e pediu que a questão fosse abordada. "Não é menos importante, é o objetivo maior que deve guiar as ações do governo israelense", disse o grupo em um comunicado.
A organização disse que estava "alarmada" com as palavras de Netanyahu, que se somam às do ministro das finanças, o extremista de direita Bezalel Smotrich, e que considera "contrárias aos sentimentos da maioria da população israelense", que "deseja o retorno dos reféns acima de tudo".
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