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MADRID 25 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, tentou distanciar seu governo, nesta quinta-feira, das declarações feitas pelo ministro do Patrimônio de Israel, Amichai Eliyahu, afirmando que "ele não fala pelo meu governo", depois que este último comemorou que, "graças a Deus", Israel está "avançando a toda velocidade para arrasar Gaza".
"O ministro Amichay Eliyahu não fala em nome do governo que lidero. Ele não é um membro do Gabinete de Segurança que determina a condução da guerra", defendeu-se o líder israelense por meio de uma publicação de seu gabinete na rede social X.
Netanyahu também enfatizou que "suas opiniões são pessoais. Ele se opôs ao acordo de libertação de reféns e decidiu renunciar (ao Gabinete)". "A política deste governo é clara e unida", argumentou, ressaltando que "suas declarações não a representam".
Horas antes, em uma entrevista a uma estação de rádio israelense, Eliyahu disse, referindo-se ao povo de Gaza, que estava "erradicando esse mal". "Estamos expulsando essa população que foi estudada em 'Mein Kampf'", disse ele, referindo-se a 'Minha Luta', o famoso livro de Adolf Hitler.
Ele disse que "toda a Gaza será judia" e questionou se a população da Faixa de Gaza está recebendo ajuda humanitária suficiente. "Não há fome em Gaza", disse o ministro israelense, que também teve a oportunidade de chamar os habitantes do enclave palestino de "monstros", uma série de declarações que o líder da oposição, Yair Lapid, descreveu como "um desastre de propaganda".
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