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MADRID, 14 mar. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse na sexta-feira que o Hamas não aceitou nenhuma proposta dos Estados Unidos e que o anúncio feito na sexta-feira de libertar o refém israelense-americano Edan Alexander e os corpos sem vida de outros três reféns com dupla nacionalidade não passa de um exercício de "guerra psicológica".
Em uma mensagem publicada após o anúncio do movimento palestino, o primeiro-ministro de Israel disse que, embora seu país tenha "aceitado o esboço" proposto pelo enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff, "o Hamas mantém sua recusa e não se moveu um centímetro".
"Ao mesmo tempo, ele continua a se envolver em manipulação e guerra psicológica", acrescentou o gabinete do primeiro-ministro em um comunicado.
O chamado "esquema de Witkoff" prevê a libertação imediata de metade dos reféns ainda em poder das milícias palestinas durante a trégua unilateral declarada por Israel até o final da Páscoa no próximo mês, com conversas paralelas sobre o fim definitivo dos combates e a libertação dos reféns restantes.
O Hamas explicou que a libertação do refém americano e dos corpos sem vida de três outros detidos é uma forma de expressar sua total disposição para iniciar negociações e chegar a um acordo abrangente sobre as questões de uma segunda fase do cessar-fogo originalmente acordado com Israel (agora substituído por essa trégua israelense) e que prevê a retirada militar israelense da Faixa de Gaza.
Por fim, o gabinete do primeiro-ministro também anuncia que o chefe do governo israelense reunirá sua equipe ministerial no próximo sábado à noite para receber um relatório detalhado da equipe de negociação e decidir sobre as próximas etapas para a libertação dos reféns.
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