Europa Press/Contacto/Avi Ohayon/Israel Gpo
MADRID, 6 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, discutirá pessoalmente com o presidente Donald Trump na segunda-feira o impacto das tarifas de 17% que o presidente dos EUA impôs ao seu país nesta semana como parte da guerra comercial que a Casa Branca declarou à comunidade internacional.
"Netanyahu partirá para Washington amanhã, domingo, 6 de abril de 2025, a convite do presidente dos EUA, Donald Trump", disse o gabinete de Netanyahu em um comunicado no sábado.
Os líderes israelenses e americanos "discutirão a questão das tarifas, ações para o retorno de nossos reféns, relações Israel-Turquia, a ameaça iraniana e a batalha contra o Tribunal Penal Internacional", acrescentou.
Netanyahu "valoriza os laços pessoais e calorosos com o presidente Trump e agradece o convite para ser o primeiro líder com quem ele se reúne após a imposição de tarifas globais, assim como ele foi o primeiro líder a se reunir com ele depois que ele entrou na Casa Branca", ressaltou.
Trump anunciou um pacote de tarifas como uma medida, segundo ele, de proteção econômica e uma ferramenta para equilibrar o que ele percebe como uma séria lacuna comercial com o resto do mundo.
Nas últimas horas, também foi confirmada uma conversa entre Netanyahu e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, na qual eles discutiram exatamente as mesmas questões, acrescentou a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Tammy Bruce.
A tarifa de 17% imposta por Trump sobre os produtos israelenses pegou Netanyahu bastante desprevenido, de acordo com as fontes do Times of Israel, já que os Estados Unidos são o parceiro comercial mais importante do país.
De fato, o ministro das finanças ultranacionalista de Israel, Bezalel Smotrich, tentou tirar o país da situação difícil antes do anúncio de Trump, anunciando o cancelamento de todas as tarifas restantes sobre as importações dos EUA, mas sem sucesso.
NOVA VISITA À HUNGRIA
Netanyahu fez uma escala na Hungria no domingo, sua segunda visita ao país nesta semana. A primeira ocorreu na quinta-feira e marcou a saída do país do Tribunal Penal Internacional, depois que este se recusou a executar o mandado de prisão contra o líder israelense por cometer crimes de guerra em Gaza.
Nesta manhã, Netanyahu se reuniu com o Ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjarto, em Budapeste, juntamente com um fórum de importantes empresários locais.
Durante a reunião, "o primeiro-ministro discutiu com eles a questão do fortalecimento dos laços econômicos, de segurança e tecnológicos, bem como o aumento do investimento da Hungria na economia israelense", disse o gabinete do líder israelense em sua conta de rede social.
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