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MADRID 26 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, realizou nesta terça-feira uma reunião sobre segurança com o ministro da Defesa do país, Israel Katz, e o chefe das Forças Armadas, Eyal Zamir, na cidade de Tel Aviv, encontro que ocorre no momento em que as forças israelenses intensificam os ataques contra zonas do sul do Líbano, apesar do cessar-fogo.
O gabinete do primeiro-ministro confirmou o encontro em um comunicado, no qual esclareceu que as partes se reuniram no quartel militar de Kirya, na referida localidade israelense.
Para comparecer ao encontro, Netanyahu abandonou antes do previsto uma audiência judicial marcada para esta terça-feira. Assim, ele voltou a reduzir o tempo que tinha para depor perante a Justiça, alegando “obrigações diplomáticas” e questões de segurança, à medida que o Exército intensifica os ataques.
Na segunda-feira, o próprio Netanyahu ordenou às forças israelenses que “intensificassem os ataques” contra o partido-milícia xiita libanês Hezbollah e acusou o grupo de ignorar suas advertências.
Mais de uma dezena de pessoas morreram ao longo do dia devido a vários bombardeios perpetrados pelo Exército de Israel contra uma localidade situada no sul do Líbano, apesar da trégua que foi recentemente prorrogada após conversas mediadas pelos Estados Unidos entre Israel e o Líbano.
As últimas hostilidades em grande escala eclodiram em 2 de março, quando o Hezbollah lançou projéteis contra Israel em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, na ofensiva lançada em 28 de fevereiro por Israel e pelos Estados Unidos contra o país asiático. As forças israelenses desencadearam uma nova ofensiva em grande escala e uma invasão terrestre do Líbano, com quase 3.200 mortos desde então.
As partes haviam acordado um cessar-fogo em novembro de 2024, após treze meses de combates na sequência dos ataques de 7 de outubro de 2023, embora, desde então, Israel tenha continuado lançando bombardeios frequentes contra o país e mantido a presença de militares em vários pontos, argumentando que agia contra o Hezbollah, em meio a denúncias de Beirute e do grupo sobre essas ações.
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