Publicado 06/02/2026 02:05

Netanyahu critica o ex-ministro Gallant e o ex-chefe da Inteligência por subestimarem o Hamas antes do 7 de outubro.

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Europa Press/Contacto/Paulina Patimer

MADRID 6 fev. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apontou o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant e o ex-diretor do serviço de Inteligência (Shin Bet) Ronen Bar, entre outras autoridades, por terem se inclinado a negociar com o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) antes dos ataques de 7 de outubro de 2023, de acordo com transcrições parciais de reuniões reunidas em um extenso documento de respostas ao auditor estadual, Matanyahu Englman, e divulgado na madrugada desta sexta-feira por seu gabinete.

O documento, escrito inteiramente em hebraico, inclui declarações emitidas durante uma reunião com o próprio primeiro-ministro dez dias antes dos ataques que deixaram cerca de 1.200 mortos e 250 sequestrados, de acordo com o balanço oficial. Na ocasião, um representante da Direção de Inteligência Militar das Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmou que o Hamas buscava “uma escalada”, enquanto o então chefe do Shin Bet afirmou que a milícia desejava “evitar uma rodada de combates”, de acordo com o texto compartilhado pelo gabinete de Netanyahu e divulgado pelo jornal Times of Israel.

Na reunião, o então ministro da Defesa Gallant expressou uma opinião semelhante à de Bar e propôs buscar um acordo de longo prazo com o Hamas. O texto também inclui um resumo de outra reunião em que o então chefe do Estado-Maior das FDI, Herzi Halevi, afirmou “acreditar que é possível criar uma direção positiva (nas relações) com o Hamas” com incentivos econômicos.

Por outro lado, Netanyahu, que demitiu tanto o chefe da Inteligência quanto o responsável pela Defesa durante a ofensiva contra a Faixa de Gaza, defendia na época a realização de operações para assassinar os líderes da milícia palestina, de acordo com a seleção apresentada no relatório publicado.

O líder israelense concentrou sua acusação em Ronen Bar, de quem recolhe declarações um dia antes de 7 de outubro, nas quais afirma que a tranquilidade foi restaurada na fronteira de Gaza e que é possível chegar a um “acordo mais profundo” com o Hamas.

Além disso, o texto apresentado por Netanyahu afirma que o Shin Bet, dirigido por Bar, enviou ao seu secretário militar, Avi Gil, um resumo de uma reunião realizada também antes de 7 de outubro, na qual o serviço de inteligência considerava baixas as probabilidades de um conflito em grande escala com o Hamas, defendendo, consequentemente, que as ações israelenses deveriam se concentrar em impedir qualquer ataque e não em nada que pudesse levar a um erro de cálculo e a uma guerra com a milícia palestina.

O gabinete do primeiro-ministro divulgou este documento horas depois de Netanyahu ter declarado perante a Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento israelense que durante os ataques de 7 de outubro de 2023 ocorreram “erros de inteligência”, embora tenha descartado que tenha havido qualquer ato de “traição” por parte dos serviços secretos israelenses.

Da mesma forma que no documento divulgado nas últimas horas, Netanyahu afirmou ter encontrado oposição do establishment militar à sua insistência em matar os líderes do Hamas, um objetivo que, na audiência, remontou a doze anos atrás. Nessa intervenção, Netanyahu acusou Bar de falsificar documentos. O ex-chefe da Inteligência, que renunciou no ano passado depois que o presidente tentou destituí-lo em uma disputa que terminou no Supremo Tribunal, defendeu, no entanto, que não foi demitido por questões profissionais, mas pela suposta “falta de lealdade” exigida pelo próprio primeiro-ministro, que lhe pedia “obediência total” perante os tribunais no caso de ocorrer uma crise constitucional.

Netanyahu viu seus objetivos serem cumpridos, eliminando os presidentes do bureau político do Hamas, Ismail Haniye, em Teerã, e Yahya Sinwar, em Rafá, no sul da Faixa, além de outros líderes de menor escalão. No total, as operações israelenses contra o enclave palestino após 7 de outubro de 2023 resultaram em 71.851 mortos e 171.626 feridos, segundo as autoridades de Gaza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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