MADRID 26 nov. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, garantiu ao Tribunal Distrital de Jerusalém, nesta quarta-feira, que é "quase impossível" que ele testemunhe três vezes por semana, conforme exigido pelos tribunais no âmbito do processo de corrupção contra ele.
O presidente, que disse ter feito "grandes esforços para poder comparecer", afirmou que sua presença perante o tribunal significou "adiar assuntos de importância vital sobre questões das quais a população não tem ideia", de acordo com informações do jornal 'The Times of Israel'.
"Não estou exagerando nem um pouco, é quase impossível", disse ele sobre sua visita ao tribunal. No mês passado, o tribunal especificou que Netanyahu teria que testemunhar pelo menos três vezes por semana, em vez de duas, a fim de acelerar o julgamento, que começou em 2020 e não está programado para terminar antes de 2027.
Desde então, porém, sua equipe jurídica entrou com vários pedidos para justificar sua ausência ou adiar seu depoimento, alegando problemas de saúde, preocupações com segurança ou visitas diplomáticas.
O primeiro-ministro foi indiciado em três casos por uma série de crimes, incluindo fraude e suborno, embora tenha afirmado que tudo isso faz parte de uma perseguição política. De fato, ele conseguiu retornar ao poder para um sexto mandato com o processo já aberto, no final de 2022.
Entre as acusações contra ele está o uso indevido de poder para pressionar a mídia a divulgar informações favoráveis ao governo. Um dos casos remonta a 2000, quando ele supostamente tentou fazer um acordo com o jornal "Yedioth Aharonot" para que este falasse positivamente de sua administração em troca da aprovação de uma legislação que prejudicaria seu principal concorrente, o jornal "Israel Hayom".
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