Europa Press/Contacto/Paulina Patimer
MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou nesta terça-feira que o Exército e a agência de inteligência israelense, o Shin Bet, capturaram, em uma operação conjunta, Muein al Arabid, chefe do aparato de segurança interna do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), próximo à sua residência na Faixa de Gaza.
“Ele é um dos líderes mais proeminentes do Hamas e foi responsável por ocultar e transferir nossos reféns, esconder altos comandantes do Hamas, aumentar sua força e tentar restabelecer as capacidades da organização terrorista”, afirmou o primeiro-ministro em um comunicado divulgado nas redes sociais.
Netanyahu afirmou que, recentemente, Al Arabid realizou uma série de ações para restaurar o controle do Hamas em Gaza, bem como uma campanha de desinformação sobre a “desmilitarização” do enclave e planos “terroristas” contra as forças israelenses.
“Minha orientação é clara: o Estado de Israel continuará perseguindo todos os líderes do Hamas e todos aqueles que participaram do massacre de 7 de outubro”, afirmou Netanyahu, elogiando o Exército e o Shin Bet pela operação.
Por sua vez, o Exército informou que as forças especiais do Shin Bet “invadiram um prédio em uma área urbana de Gaza”, localizada no norte do enclave palestino, para capturar Al Arabid, acusado de “promover planos” terroristas contra as forças que operam na chamada ‘linha amarela’, para a qual se retiraram em virtude do acordo de cessar-fogo alcançado em outubro.
“Durante a operação, a Força Aérea realizou ataques seletivos contra vários alvos militares na região para eliminar ameaças às nossas forças; não houve baixas entre as tropas”, afirmou, acrescentando que Al Arabid foi “transferido” para território israelense, onde foi aberta uma investigação contra ele.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) indicaram ainda, como de costume, que esse tipo de operação tem como objetivo “eliminar ameaças” contra os militares, desarticular o controle do Hamas no enclave palestino e frustrar planos “terroristas” contra suas tropas e contra civis no Estado de Israel.
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