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MADRID 10 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, criticou nesta quinta-feira, durante uma ligação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as últimas declarações feitas pelo presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, e “seu grupo”, as quais, segundo ele, vão “contra a existência do Estado de Israel”.
Nessa conversa telefônica, Netanyahu insistiu junto ao ocupante da Casa Branca sobre a “gravidade” de supostas declarações nas quais Erdogan “e seu grupo” teriam se manifestado “contra a existência do Estado de Israel”, conforme informou o gabinete do primeiro-ministro israelense em comunicado à imprensa.
Em seguida, o líder israelense reiterou ao magnata republicano a necessidade de, em sua opinião, estabelecer zonas de segurança ao longo das fronteiras de Israel, como as mantidas por suas forças no Líbano, na Faixa de Gaza e na Síria.
Por outro lado, nessa nova conversa, ambos os líderes “reafirmaram a coordenação contínua” entre os dois países em “diversas áreas”, conforme consta no comunicado mencionado, acrescentando que, por sua vez, Trump informou Netanyahu sobre os movimentos dos Estados Unidos no Golfo.
Recentemente, Erdogan rejeitou a decisão de Israel de reconhecer oficialmente o genocídio armênio, ao mesmo tempo em que acusou o governo israelense de tentar desviar a atenção de sua “barbárie” na Faixa de Gaza, em referência à ofensiva lançada contra o enclave palestino após os ataques de 7 de outubro de 2023.
“Não damos a menor credibilidade às calúnias dirigidas contra nosso país por uma rede criminosa cujas mãos estão manchadas com o sangue de 73 mil palestinos inocentes, a maioria mulheres e crianças, em Gaza”, disse o presidente após uma reunião do governo turco na capital, Ancara.
As palavras do presidente turco foram proferidas depois que o governo de Israel aprovou a proposta apresentada por seu ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, para reconhecer oficialmente o genocídio armênio, que a Turquia nunca reconheceu especificamente como tal.
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