Paulina Patimer / Zuma Press / Europa Press
"Se, a esta altura, eles ainda não aprenderam a lição e decidirem nos atacar novamente, sofrerão golpes ainda mais duros", adverte
MADRID, 14 set. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, comemorou nesta segunda-feira a queda dos redutos históricos do partido-milícia xiita Hezbollah em Beaufort e Ali Taher, no sul do Líbano, alertando mais uma vez o grupo “terrorista” de que, se atacar, “sofrerá golpes ainda mais duros”.
“Conquistamos mais uma vitória esmagadora sobre o Hezbollah: destruímos seu principal reduto terrorista no cume de Beaufort e de Ali Taher. Nossa política é clara: continuaremos destruindo a infraestrutura terrorista na zona de segurança no Líbano”, destacou ele em um vídeo divulgado nas redes sociais.
O líder israelense insistiu, assim, que o Exército continuará “eliminando qualquer ameaça ao Estado de Israel”. “Daqui, digo aos nossos inimigos: se, a esta altura, ainda não aprenderam a lição e decidirem nos atacar novamente, sofrerão golpes ainda mais duros. Ainda há trabalho a ser feito e, com a ajuda de Deus, nós o faremos”, argumentou.
O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, alertou na sexta-feira que Israel está totalmente preparado para intensificar a ofensiva contra o Hezbollah após destruir com explosivos a rede de túneis da milícia—milícia na estratégica crista de Ali Taher, localizada no distrito libanês de Nabatiyé.
O Exército utilizou 1.100 toneladas de explosivos para destruir a rede de túneis na crista. A detonação provocou um terremoto de magnitude 4,1 na escala de Richter, um tremor registrado por volta das 18h08 (hora local), com epicentro a treze quilômetros a oeste de Nabatiyé e profundidade de dez quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS, na sigla em inglês).
Isso ocorreu depois que as forças israelenses assumiram o controle do estratégico castelo de Beaufort, localizado às margens do rio Litani e de enorme importância simbólica e estratégica. A infraestrutura, conhecida em árabe como Qalat al Shaqif, foi um dos epicentros da Guerra do Líbano de 1982, palco de combates entre o Exército de Israel e a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
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