Europa Press/Contacto/Paulina Patimer
MADRID 21 ago. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, chamou nesta sexta-feira o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, de “ditador antissemita”, após o recrudescimento das tensões entre os dois países nesta semana, com o bombardeio israelense de uma base militar na Síria que, segundo Netanyahu, como zona de posicionamento pelo Exército da Turquia.
Tanto a Síria quanto a Turquia rejeitaram a argumentação do governo de Israel para justificar o bombardeio da base aérea de Abu al-Duhur, no norte da Síria, afirmando que, ao contrário do que alegou Netanyahu, “não havia intenção de estabelecer ali uma base turca, nem uma presença militar turca”, segundo Damasco.
A Turquia está convencida de que, com esse ataque, Netanyahu está orquestrando uma desculpa para aprofundar sua invasão do país vizinho, indo além das Colinas do Golã.
É o mais recente de uma lungíssima série de atritos históricos, exacerbados pela guerra de Gaza e suas ramificações, como o ataque israelense em julho contra uma frota humanitária a caminho de Gaza, que levou a Turquia a emitir um mandado de prisão contra o primeiro-ministro, a quem Erdogan costuma descrever como um genocida.
Agora, em um comunicado divulgado nesta sexta-feira, Netanyahu volta a dirigir palavras duras contra o presidente turco, um “ditador antissemita” a quem acusa de massacrar curdos, abrigar membros do movimento islâmico palestino Hamas, “ocupar” metade de Chipre e prender um “número recorde de jornalistas e políticos que se opõem a ele”.
Netanyahu afirmou que o novo objetivo de Erdogan é ampliar “para a Síria sua guerra de agressão” contra Israel, antes de alertar o presidente de que sua “tentativa patética de intimidar os líderes e soldados de Israel, a única democracia verdadeira no Oriente Médio, não levará a lugar nenhum”.
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