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MADRID, 13 abr. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, apoiou nesta segunda-feira o bloqueio anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Estreito de Ormuz, após o fracasso das negociações com o Irã na capital do Paquistão, Islamabad.
“Apoiamos essa postura firme e mantemos uma coordenação constante com os Estados Unidos”, afirmou Netanyahu após uma reunião com seu gabinete, negando que haja uma “desconexão” com Washington e reiterando que os Estados Unidos e Israel têm uma “coordenação sem precedentes”.
O primeiro-ministro israelense informou ainda que manteve na véspera uma conversa telefônica com o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, na qual dialogaram sobre o “fracasso” das negociações com o Irã devido à recusa de Teerã em abrir “imediatamente” o estreito de Ormuz, além de se recusar a interromper o enriquecimento de urânio e eliminar todo o material enriquecido.
“O Estado de Israel está no auge de seu poder, e o mais importante a ser dito às vésperas do Dia de Comemoração dos Mártires e Heróis do Holocausto é o seguinte: Se não tivéssemos agido (...) os nomes de Isfahan, Natanz, Fordow e Bushehr seriam lembrados como Auschwitz, Majdanek e Sobibor", argumentou Netanyahu, segundo um comunicado de seu gabinete.
Suas palavras foram proferidas depois que Trump anunciou no domingo que a Marinha dos Estados Unidos imporá a partir desta segunda-feira — por volta das 10h (horário de Washington) e das 16h (horário da Península Ibérica) — um bloqueio ao Estreito de Ormuz e ameaçou interceptar “em águas internacionais” qualquer navio que tenha pago ao Irã para atravessar essa passagem estratégica.
Esse bloqueio, conforme precisou o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos (CENTCOM), será aplicado “imparcialmente” contra navios “de todas as nações que entrem ou saiam de portos iranianos e zonas costeiras, incluindo todos os portos do Golfo Árabe — em referência ao Golfo Pérsico — e do Golfo de Omã”.
As conversas ocorreram em Islamabad dias depois de os Estados Unidos e o Irã terem acordado um cessar-fogo de duas semanas — posto em dúvida pelos ataques de Israel contra o Líbano — e tinham como objetivo um acordo final para o fim da ofensiva lançada em 28 de fevereiro pelas forças americanas e israelenses contra território iraniano.
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