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MADRID 11 maio (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, manifestou neste domingo sua intenção de “reduzir a zero” a ajuda militar que Israel recebe dos Estados Unidos nos próximos dez anos.
“Quero reduzir a zero a ajuda financeira dos Estados Unidos, o componente financeiro da cooperação militar que temos, porque recebemos 3,8 bilhões de dólares por ano”, afirmou o líder israelense durante uma entrevista ao programa ‘60 Minutes’ da emissora americana CBS, na qual considerou que já “é hora” de seu país deixar de “depender” disso.
Esse processo, segundo explicou, pretende ser realizado “ao longo da próxima década”, mas começando “agora” e levando em conta que “poderia ser reduzido muito rapidamente”.
Por outro lado, questionado sobre uma pesquisa realizada pelo Centro de Pesquisas PEW, com sede em Washington, na qual se revela que 60% dos adultos americanos têm uma opinião desfavorável sobre Israel, entre outras questões devido à guerra em Gaza e no Líbano, Netanyahu atribuiu tais dados às redes sociais, às quais se referiu como a “oitava frente de guerra”.
A esse respeito, o líder defendeu que Israel “fez tudo o que era humanamente possível para colocar civis inocentes em segurança”, alegando ter enviado “milhões de mensagens de texto”, realizado “milhões de chamadas telefônicas” e distribuído “folhetos e panfletos”. No entanto, afirmou ele, a “deterioração do apoio a Israel nos Estados Unidos” está “quase 100% correlacionada com o crescimento exponencial das redes sociais”.
Além disso, Netanyahu quis acrescentar que, em sua opinião, “vários países” têm “manipulado as redes sociais” de uma “maneira inteligente” que “prejudicou muito” seu país. “Israel se viu sitiado na frente midiática, na frente propagandística... e não nos saímos bem na guerra de propaganda”, opinou ele, confessando, após ser questionado sobre possíveis “erros” cometidos por seu país em locais como Gaza ou a Cisjordânia, que “na guerra os exércitos às vezes falham e civis morrem”, sendo isso “erros” e “não coisas que acontecem de propósito”.
A esse respeito, vale lembrar que, de acordo com o último balanço das autoridades da Faixa de Gaza, controladas pelo Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), cerca de 850 palestinos perderam a vida em ataques lançados pelo Exército israelense contra o enclave, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025.
Por sua vez, o Ministério da Saúde do Líbano constatou neste mesmo domingo que os bombardeios israelenses contra o país desde o último dia 2 de março, com o reacender das hostilidades com o partido miliciano xiita libanês Hezbollah durante a guerra do Irã, já deixaram 2.846 mortos e 8.693 feridos, em meio a novos combates entre o Exército de Israel e as referidas milícias.
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