Publicado 05/05/2025 13:56

Netanyahu alerta sobre novas transferências de população de Gaza em nova ofensiva israelense "intensiva

Archivo - Arquivo - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, em uma foto de arquivo.
Maayan Toaf/GPO/dpa - Arquivo

Ele exclui a retirada das forças israelenses das áreas ocupadas do enclave.

MADRID, 5 maio (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta segunda-feira que a extensão da ofensiva militar "intensiva" na Faixa de Gaza aprovada pelo governo israelense implica em novos deslocamentos da população de Gaza "para sua própria segurança".

"A população será deslocada para sua própria proteção", explicou Netanyahu em um vídeo publicado em sua conta no X, no qual ressaltou que essa nova operação militar tem como objetivo "varrer o Hamas da face da Terra".

Essa ofensiva não envolve o fato de os militares entrarem para fazer incursões e depois saírem. "A intenção é o oposto", advertiu ele, enfatizando que essa nova estratégia foi sugerida pelo Estado-Maior das Forças Armadas.

"Foi a recomendação do chefe do Estado-Maior: avançar em direção, como ele disse, à derrota do Hamas. Ele acredita que isso também nos ajudará a resgatar os reféns. Eu concordo com ele. Não vamos vacilar nessa questão e não vamos abrir mão de nenhum deles. É isso que estamos fazendo", disse Netanyahu.

Nos últimos dias, dezenas de milhares de reservistas israelenses teriam sido convocados para participar dessa operação para "conquistar" o enclave palestino, de acordo com fontes oficiais israelenses. Essas fontes sugerem que a população remanescente no norte da Faixa terá que se deslocar para o sul.

INVESTIGAÇÃO SOBRE 7 DE OUTUBRO

Netanyahu defendeu a necessidade de uma comissão imparcial de inquérito sobre o ataque de 7 de outubro de 2023 pelas milícias de Gaza, no qual 1.200 pessoas foram mortas, mas enfatizou que isso seria feito "depois que a guerra terminasse".

"Estamos no limiar de uma grande operação em Gaza. Então, analisaremos a situação e teremos de analisar toda a cadeia, do primeiro-ministro para baixo. Para isso, é preciso que haja uma comissão aceita por toda a população, uma comissão especial de inquérito do Estado que inclua opiniões diferentes", argumentou.

Netanyahu pediu uma comissão que "reflita tanto a coalizão (governo) quanto a oposição". "Acho que esse seria o melhor resultado. Essa é a recomendação", acrescentou.

No total, a ofensiva israelense deixou mais de 52.500 pessoas mortas e 118.400 feridas desde 7 de outubro de 2023. Dessas, 2.400 pessoas foram mortas e 6.400 ficaram feridas desde que Israel rompeu um cessar-fogo que estava em vigor até 18 de março, de acordo com o último balanço das autoridades de saúde controladas pelo Hamas em Gaza.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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