Kobi Gideon/GPO/dpa - Arquivo
MADRID 5 jul. (EUROPA PRESS) -
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que várias comunidades cristãs do Líbano solicitaram ser anexadas por Israel para, assim, receberem proteção contra o partido-milícia xiita libanês Hezbollah.
“Algumas, na verdade, pediram para serem anexadas a Israel porque nós as protegemos dos fanáticos do Hezbollah que querem matá-las”, explicou Netanyahu durante uma entrevista à emissora norte-americana Fox News.
O líder israelense não especificou quais localidades teriam solicitado fazer parte de Israel nem se esse pedido foi feito de forma privada ou pública. No entanto, tanto o ministro da Defesa israelense, Israel Katz, quanto o de Relações Exteriores, Gideon Saar, declararam em várias ocasiões que Israel “não tem ambições territoriais no Líbano”.
Eles insistiram, porém, na necessidade de manter suas posições em solo libanês — o território ao sul do rio Litani e alguns enclaves ao norte do rio — para garantir uma “zona de segurança” e, assim, impedir ataques com mísseis contra o norte de Israel.
“Não foram apenas os cristãos do Líbano que pediram proteção. Os drusos, os muçulmanos, os muçulmanos sunitas e alguns muçulmanos xiitas também”, argumentou Netanyahu. “Eles gostariam de libertar o Líbano. Espero que possamos alcançar mais acordos de paz”, afirmou.
O acordo assinado há alguns dias entre os governos libanês e israelense não é um acordo de paz, mas legitima a presença militar israelense em território libanês até que o Hezbollah deixe de ser uma ameaça.
Na entrevista, Netanyahu também expressou sua preocupação com as críticas às ações militares de Israel vindas da esquerda norte-americana, inclusive dentro do Partido Democrata. “Me preocupa que haja elementos anti-israelenses no Partido Democrata. Isso me preocupa e, se pudermos fazer algo, eu farei. Quem odeia Israel acaba odiando os Estados Unidos”, argumentou.
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