Publicado 23/03/2026 16:18

Netanyahu afirma que qualquer acordo entre os EUA e o Irã levará em conta os "interesses vitais" de Israel

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu
GOBIERNO DE ISRAEL

MADRID 23 mar. (EUROPA PRESS) -

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, destacou nesta segunda-feira que qualquer acordo alcançado entre os Estados Unidos e Israel levará em conta os “interesses vitais” de Israel.

“O presidente (Donald) Trump acredita que há oportunidades de aproveitar as grandes conquistas das FDI — Forças de Defesa de Israel — e das forças militares americanas para concretizar os objetivos da guerra em um acordo, um acordo que inclua nossos interesses vitais”, afirmou em um discurso publicado nas redes sociais.

Em sua conversa com seu “amigo” Trump, Netanyahu insistiu que “vamos proteger nossos interesses vitais em qualquer acordo”.

No entanto, ele ressaltou que “continuamos atacando tanto no Irã quanto no Líbano”. “Estamos desmantelando metodicamente o programa de mísseis e o programa nuclear e continuamos atacando fortemente o Hezbollah”, explicou, referindo-se ao partido-milícia xiita libanês. Assim, ele destacou que “eliminamos há alguns dias mais dois cientistas nucleares”.

Trump revelou nesta segunda-feira que seu governo manteve “conversas muito sólidas” com o Irã no domingo e que elas continuarão nesta segunda-feira, após indicar que há um consenso “importante” sobre os pontos para um eventual acordo com Teerã que ponha fim à guerra, embora as autoridades iranianas tenham negado ao longo do dia que haja qualquer negociação com Washington.

“Não houve nenhuma negociação com os Estados Unidos. Eles usam notícias falsas para manipular os mercados financeiros e de petróleo e, assim, sair do atoleiro em que os Estados Unidos e Israel estão presos”, afirmou nas redes sociais o presidente do Parlamento iraniano, Mohamed Baqer Qalibaf.

Nesta mesma segunda-feira, Trump anunciou o adiamento por cinco dias do ultimato ao Irã, que terminava na segunda-feira e pelo qual exigia que Teerã permitisse a livre passagem pelo Estreito de Ormuz ou, caso contrário, atacaria suas usinas de energia.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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